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sexta-feira, 8 de abril de 2016

Papa e a exortação pós-sinodal

Papa clama por mais compreensão em relação a divorciados e homossexuais


Alberto Pizzoli-27-mar.16/AFP 
Papa Francisco cumprimenta pessoas na Basílica de São Pedro
Papa Francisco cumprimenta pessoas na Basílica de São Pedro


O papa Francisco reforçou nesta sexta-feira (8), por meio da divulgação da exortação apostólica "Amoris laetitia" ("A alegria do amor"), seu discurso de que os sacerdotes devem ter uma abordagem mais compreensiva em relação a fiéis divorciados e homossexuais, porém sem romper com as posições doutrinárias da Igreja Católica.
Leia a íntegra, em português, do documento papal
No documento de nove capítulos e 264 páginas (na versão em português), apresentado após quase dois anos de trabalho e da realização de dois Sínodos de Bispos para discutir temas ligados ao amor e à família, Francisco afirma que "em cada país ou região, é possível buscar soluções mais inculturadas, atentas às tradições e aos desafios locais". Com isso, o papa mantém sua busca por conciliar a existência de setores conservadores da igreja com demandas mais "progressistas" de fiéis.
DIVÓRCIO
Sobre divorciados que se casam pela segunda vez —grupo que, pelas regras da igreja, não têm direito a comungar—, o pontífice escreve que eles "podem encontrar-se em situações muito diferentes, que não devem ser catalogadas ou encerradas em afirmações demasiado rígidas, sem deixar espaço para um adequado discernimento pessoal e pastoral".
No entanto, o papa diz que "o divórcio é um mal, e é muito preocupante o aumento do número de divórcios". "Por isso, sem dúvida, a nossa tarefa pastoral mais importante relativamente às famílias é reforçar o amor e ajudar a curar as feridas, para podermos impedir o avanço deste drama do nosso tempo."
GAYS
Em uma mensagem que deve agradar aos defensores dos direitos dos gays, Francisco afirma que "cada pessoa, independentemente da própria orientação sexual, deve ser respeitada na sua dignidade e acolhida com respeito".
Durante os sínodos em que o documento foi discutido, o papa diz ter conversado com os padres sobre a experiência de famílias que possuem "pessoas com tendência homossexual", "experiência não fácil nem para os pais nem para os filhos". Para essa famílias, afirma, é preciso que a igreja dê "respeitoso acompanhamento", fazendo com que os gays "possam dispor dos auxílios necessários para compreender e realizar plenamente a vontade de Deus na sua vida".
Francisco, no entanto, não dá margem para interpretações sobre a oposição da igreja à união gay. "Devemos reconhecer a grande variedade de situações familiares que podem fornecer uma certa regra de vida, mas as uniões de facto ou entre pessoas do mesmo sexo, por exemplo, não podem ser simplistamente equiparadas ao matrimônio."
Em outro trecho da exortação, o pontífice aborda a "dimensão erótica do amor", que para ele não pode ser vista como um "mal permitido ou como um peso tolerável para o bem da família". Em vez disso, afirma, tem de ser visto como um "dom de Deus que embeleza o encontro dos esposos".
ABORTO
Francisco reitera a posição contra o aborto, sem dar espaço a circunstâncias em que poderia ser aceito. "É tão grande o valor duma vida humana e inalienável o direito à vida do bebê inocente que cresce no ventre de sua mãe, que de modo nenhum se pode afirmar como um direito sobre o próprio corpo a possibilidade de tomar decisões sobre esta vida, que é fim em si mesma e nunca poderá ser objeto de domínio doutro ser humano."
O papa não expõe uma proibição expressa a métodos contraceptivos, mas deixa isso implícito no capítulo em que fala da educação sexual para crianças, especialmente sobre o uso do termo "sexo seguro": "Estas expressões transmitem uma atitude negativa a respeito da finalidade procriadora natural da sexualidade, como se um possível filho fosse um inimigo de que é preciso proteger-se". "Deste modo", diz o texto, "promove-se a agressividade narcisista, em vez do acolhimento".
Nesse trecho, ele também dá a entender que tratamentos para fertilidade não são o caminho para casais em que um ou ambos os cônjuges não possam ter filhos, uma vez que a adoção é incentivada. "A opção da adoção e do acolhimento exprime uma fecundidade particular da experiência conjugal, mesmo para além dos casos de esposos com problemas de fertilidade."
O pontífice aponta que, muitas vezes, os problemas entres casais se dão pela falta de maturidade de algum dos cônjuges. "Se todos fossem pessoas que amadureceram normalmente, as crises seriam menos frequentes e menos dolorosas. A verdade, porém, é que às vezes as pessoas precisam de realizar aos 40 anos um amadurecimento atrasado que deveria ter sido alcançado no fim da adolescência."
CRÍTICA ÀS TECNOLOGIAS
Embora seja um líder que sabe usar as redes sociais para ampliar sua popularidade, Francisco diz ter conversado com os sacerdotes nos sínodos preparatórios sobre o risco da "cultura do provisório". " Refiro-me, por exemplo, à rapidez com que as pessoas passam duma relação afetiva para outra. Creem que o amor, como acontece nas redes sociais, se possa conectar ou desconectar ao gosto do consumidor e inclusive bloquear rapidamente."
Para Francisco, "a presença paterna e, consequentemente, a sua autoridade são afetadas também pelo tempo cada vez maior que se dedica aos meios de comunicação e à tecnologia da distração".
SANDERS NO VATICANO
O candidato democrata à presidência dos EUA Bernie Sanders anunciou nesta sexta que aceitou o convite da Igreja para visitar o Vaticano. Após a divulgação da exortação apostólica "Amoris laetitia", Sanders disse que ele e o papa tinham visões semelhantes quanto à luta por igualdade de renda.
"Eu sou um grande fã do papa", disse ele em entrevista ao canal de televisão norte-americano MSNBC. "Ele está tentando introduzir um senso de moralidade sobre como nós gerenciamos a economia, e precisamos disso desesperadamente".
A equipe da campanha de Sanders declarou que ele irá a uma conferência sobre questões sociais, econômicas e ambientais na visita do dia 15 de abril ao Vaticano. O candidato, que tornou a luta contra a pobreza um assunto central em sua campanha, disse que discutirá como criar uma economia moral durante o encontro. Não foi informado se o candidato e o papa se encontrarão.
A visita ocorrerá quatro dias antes das primárias no Estado de Nova York. No dia 16, o papa viajará para a ilha grega de Lesbos em apoio à situação dos refugiados e migrantes.
Sanders disse admirar o papa por tocar em assuntos como "a devoção pelo dinheiro e a ganância que está presente no mundo".
"Há pessoas que pensam que Bernie Sanders é radical. Leiam o que o papa está escrevendo", disse o democrata à MSNBC.

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

A ideologia de gênero deve ser combatida - sensacional pronunciamento

A ideologia de gênero deve ser combatida.

Enquanto a CNBB não vai, não dá justificativa e não manda nenhum representante, o colunista de FratresInUnum.com, Prof. Hermes Rodrigues Nery, convidado pela Comissão de Educação da Câmara, compareceu! 
E com muita honra publicamos, a seguir, a intervenção do caro Professor.
* * *
Por Hermes Rodrigues Nery
Sr. Presidente, Deputado Givaldo Carimbão, deputados Diego Garcia, Flavinho e demais propositores e membros da mesa.
0710425e-e1e1-4a66-95e2-8f9aabbc06acAgradeço pela oportunidade de participar desta importante audiência pública que a Comissão de Educação realiza na Câmara dos Deputados.  Retorno, mais uma vez a esta Casa Legislativa para contribuir no debate sobre ideologia de gênero que esta Comissão promove, de uma questão que vem se tornando cada vez mais relevante, porque trata-se de uma agenda ideologicamente equivocada, a agenda de gênero, que o governo federal vem já há alguns anos tentando implementar, uma agenda que vem de fora, de Fundações e organismos internacionais, que fere a soberania nacional e interfere na liberdade dos brasileiros, por isso que esta Comissão tem o dever de tomar conhecimento do que realmente está motivando a implantação da ideologia de gênero nas escolas, qual o significado e as consequências disso, os perigos que ela representa e o porque da sociedade estar rechaçando-a com tanta veemência.
Na verdade o que está havendo é uma “perversão dos direitos humanos”1, perversão esta que desde o Relatório Kissinger, nos anos 70, se buscou “disfarçar as políticas de controle de natalidade sob a aparência de direitos humanos”2, através de uma ideologia que é a “mais radical da história”3, de falsas premissas filosóficas, a defender com obsessão a irrealidade, a argumentação ideológica de que “toda pessoa poderia construir livremente seu sexo psicológico ou gênero”4. O terrível caso dos irmãos Reimer comprovam científica e historicamente a falácia e o horror de tal ideologia. Tenho aqui o estudo científico do Prof. Massimo Gandolfini, “Genética e neurobiologia da diferença sexual”5, apresentado em Perugia (Itália), em Congressos sobre “Identidade de Gênero – aspectos sociais, médicos, bioéticos e jurídicos”, onde ele mostra claramente as diferenças e características do cérebro humano – do homem e da mulher, confirmando empiricamente que há sim, as distinções sexuais, homem e mulher, que há distinções muito específicas  de identidade masculina e feminina, e que, de modo algum, é evidentíssimo, que estas distinções não são jamais construções sociais.
O fato é que os ideólogos dessa ignomínia oferecem primeiro “às pessoas a ilusão da autonomia absoluta em matéria sexual”6. Ilusão. “Depois disso, aqueles que detém o poder real são os que escolhem, como lhes convêm, o modo como os que carecem de poder poderão exercer a sexualidade”7 Uma ideologia, portanto, que é, sim, “uma ferramenta de poder”8, que visa a dissolução e subversão da própria identidade, com a alegação falaciosa de que “existiriam dois sexos, mas antes, muitas orientações sexuais”9; como uma nova perspectiva, com “o controle feminista da produção ideológica e cultural”10 a engendrar uma reengenharia social, com fins de manipulação e agrilhoamento da pessoa humana, em vários aspectos. “E como a meta final da revolução socialista era de eliminar não só os privilégios da classe econômica mas também a própria distinção entre classes econômicas, assim a meta da revolução feminista deve ser analogamente, diferentemente do primeiro movimento feminista, a eliminação não só do privilégio masculino, mas também da própria distinção entre os sexos”11. A ideologia de gênero, portanto, nesse sentido, visa suplantar a realidade da natureza, negando-a por uma obsessão utópica.
Esta “agenda de gênero vem de grupos ativistas, todos de certa formas inter-relacionados ou com interesses comuns, mas de alguma maneira distinguíveis: 1) controladores de população; 2) libertários sexuais; 3) ativistas dos direitos dos homossexuais; 4) os que apoiam o multiculturalismo ou promovem o politicamente correto; 5) os ambientalistas extremistas; 6) progressistas neomarxistas; 7) pós-modernistas ou desconstrucionistas. A agenda de gênero tem também o apoio de liberais influentes nos governos e de certas corporações multinacionais”12. Esta agenda de gênero é sustentada por organizações que “desfrutam de um retorno financeiro garantido e que se tornaram, no campo da sexualidade humana, uma fonte de lucro e um veículo da secularização planificada”13, e que o Estado favorece quando capitulado diante de tão vis interesses, que em nada dignificam, mas degradam a pessoa humana. “A pornografia, a droga, a prostituição, a contracepção e o aborto são indústrias organizadas”14[favorecidas todas elas pela ideologia de gênero], “cujo capital é posto a serviço de uma ideologia, que é contra a vida humana, a família e, frequentemente, contra a Igreja Católica. Os objetivos de tais indústrias são a destruição da família e a secularização, para alcançar os meios pelos quais se toleram alguma forma de depravação e violência sexual em relação às crianças. Estas forças operam secretamente no espírito da era pós-moderna. Publicamente, ao invés, o comportamento destas estruturas (mídia, organizações, resoluções tomadas em consequência de conferências nacionais e internacionais) é de forte recusa em relação a violência sexual contra as crianças, todavia, não é por acaso que este fenômeno, nas suas formas de depravação, está em contínuo aumento”.15 Por isso as crianças são as maiores vítimas dessa terrível ideologia, as que já estão expostas a situações de abusos decorrentes do que tal ideologia permite, são as que estão mais vulneráveis e, muitas vezes, as que não tem a quem recorrer, porque, no afã de destruir a família, o Estado acaba sendo o agente opressor da família, quando deveria ser o grande defensor daquela que é a primeira e principal instituição humana.
Como hoje, quando vemos uma guerra declarada contra a família, em que as forças da cultura da morte agem com mais convergência e uma ampla gama de recursos (inclusive públicos), para com mais ousadia e até insanidade, fazer a impostação de uma ideologia contrária à humanidade, ao que é verdadeiramente humano em cada pessoa.
Com esta agenda, o governo se volta contra o povo brasileiro, que não a aceita naturalmente, mas o governo ignora o que o povo pensa e sente a respeito, e quer praticar descaradamente a doutrinação marxista-liberal do feminismo radical nas escolas, sem levar em conta o direito dos pais em educar seus filhos, agindo contra portanto a autoridade dos pais, autoridade esta que a ideologia de gênero quer minar.
As crianças como alvo da agenda de gênero
Sabemos que, como diz Dorotas Kornas-Biela, “a batalha contra a família está entre as mais graves batalhas contra o cristianismo, em particular contra os católicos. As ideologias hostis à família a descrevem como um lugar de degradação, exploração e limitação das crianças (embora certas situações se verifiquem em um pequeno percentual de famílias) e fonte de pressão, de modo que limita a autoridade dos pais em relação à prole”16. Com isso, “afastar as crianças da influência dos pais, criar antagonismo nas relações recíprocas e diminuição dos menores com os adultos de fora da família, em vista de uma compensação afetiva. Neste caso, as crianças tornam-se uma presa mais fácil para satisfazerem as tendências patológicas dos adultos. Por outro lado, sustentarmodelos de relações ‘amigáveis’ entre adultos e crianças, recusando normas e a disciplina, contribui para levar um parceiro de relações sexuais, favorecendo a criação de relações com a criança às relações como um parceiro erótico”17. As crianças portanto, como dissemos, são o alvo desta agenda de gênero, e precisamos protege-las disso.
O governo da presidente Dilma Roussef, de modo mais intenso, está buscando impor esta agenda, sob todas as formas, e se utilizando de todos os meios, com afoiteza e celeridade cada vez maior, com a cumplicidade e apoio de muitas OnGs financiadas tanto pelo governo, quanto pelas Fundações internacionais, para a imposição da ideologia de gênero, que “falseia a linguagem, a ponto de o menos advertido, mesmo o intelectual, e antes de tudo a opinião comum da grande massa, já não perceber a perversidade que é aí insinuada”18. O fato é que, em meio a esta guerra cultural, as feministas não foram capazes da “modificação do modelo masculino”19, que elas se insurgiram com tanta virulência, nem atingir pela persuasão a maioria das pessoas, que sempre viu com muita desconfiança e desaprovação tais propostas, restritas apenas a uma “minoria sofisticada”20, a minoria anarcofeminista (aliada aos marxistas – pois Engels lançou as bases de união entre marxismo e feminismo), que tratou portanto de ocupar postos de decisões, em todos os campos da sociedade (na grande imprensa, nas universidades, nos parlamentos e instâncias judiciárias), para transgredir sem temeridade alguma e com volúpia incomensurável.
Uma das consequências da subversão da identidade sexual pela ideologia de gênero foi fomentar uma androginia artificial para combalir a virilidade alicerce dos valores civilizacionais, num ataque sem precedentes contra todo o vigor do que é natural e humano, comprometendo assim o vir-a-ser de cada pessoa, e a sua verdadeira felicidade. A ideologia de gênero faz resultar assim uma sociedade debilitada (como já vimos aonde foi implantada, em países desenvolvidos, que hoje buscam, em decorrência da ideologia de gênero, rever e repudiar tal ideologia, pois as instituições capitularam, tornando-se flácidas e incapazes de vigências morais, não fecundando mais valores vitais. Uma sociedade com tibiezas cada vez mais acentuadas. Por conta disso, viu-se esterilizada, em todos os aspectos, em crescente depressão e angústia, com patologias incontáveis (é só ver o exemplo dos países desenvolvidos), com aquela falta de sentido (de direção) que a leva a uma agudeza do absurdo, em muitos aspectos. E até mesmo o desejo falha, sem saber como se erguer em meio a uma impotência generalizada. É a essa falta de esbelteza que a ideologia de gênero, ao dessacralizar as relações humanas, quer privar as sociedades daquilo que outrora as fizeram civilizar o mundo. 
“De um povo heroico, o brado retumbante”
Já no PNDH3, em 2009, no governo Lula, se dizia que todos os Ministérios e órgãos do governo estariam mobilizados para isso, para a implantação desta agenda antivida e antifamília, esforço este que seria não apenas uma política de governo, mas uma política de Estado, como no nazismo se desejou fazer. O III Reich também quis que sua política insana fosse duradoura, e soçobrou em apenas doze anos. No PNDH3 se disse  também que caberia ao Ministério da Educação o protagonismo desta articulação, para enfiar goela abaixo estas pautas da agenda de gênero. Tudo isso num contexto de uma crise política e moral provocada pelo próprio governo, para criar um ambiente favorável ao seu projeto de poder totalitário, porque esta ideologia, juntamente com outras iniciativas do governo, quer conduzir o Brasil a um regime totalitário.
Sabemos que “as ideologias amiúde são fontes de totalitarismo. Elas imaginam que os direitos tem por fonte o poder do Estado e que é o Estado que concede à família seus direitos; elas tendem a ver na família, fundada sobre o matrimônio, um obstáculo. De modo concreto, as ideologias recusam reconhecer à família, o direito de educar, direito de que é arbitrariamente assumido e imposto pelo Estado. Tenta-se então subtrair as crianças e os jovens ao contexto familiar, enquanto são ‘educados’ em função daquilo que quer o poder”21, que entende imprimir-lhes seu próprio modelo, ao qual devem-se configurar. É a habitual tentação na qual caem sempre as várias formas de coletivismo”. Isso é totalitarismo. Por isso, na resistência a isso, cresce a importância do homeschooling (e menciono aqui também o importante trabalho da Escola Sem Partido, nesse sentido de erradicar a doutrinação ideológica nas escolas), assim como outras iniciativas que buscam evitar a subjugação das mentes ao comportamento decorrente de uma lavagem cerebral, que tal ideologia propicia, no afã de destruir a base familiar, suporte da pessoa humana.
Nesse sentido, cabe lembrar a advertência do Papa Leão XIII, de feliz memória: “Querer, pois, que o poder civil invada arbitrariamente o santuário da família, é um erro grave e funesto”22. Sempre foi assim, ao longo da História: no conflito entre natureza e cultura, vence a natureza, porque “não se pode alcançar a liberdade para além dos limites da própria natureza”23, e a cultura “deve responder adequadamente à natureza”24.
E mais:
No conflito entre família e o Estado, vence a família, como já havia demonstrado Sófocles, em Antígona e Creonte.
Por isso o povo está nas ruas, não apenas contra a corrupção que vergonhosamente chegou a níveis como nunca antes na história deste País, mas para se posicionar contra também a esta agenda de gênero inumana, que se volta contra o Brasil; daí, mais uma vez, estamos vendo vir das ruas, “de um povo heroico, o brado retumbante25, alto e em bom som, dizendo não à ideologia de gênero. Assim fizeram os deputados nesta Casa de Leis, ao rechaçá-la de modo esplêndido, no Plano Nacional de Educação, e ainda mais recentemente, em inúmeras Câmaras Municipais e Assembleias Legislativas, se manifestando com valentia e tenacidade, agregando cada vez mais apoiadores, principalmente nas redes sociais, para que todos possam ouvir este brado retumbante em defesa da vida e da família.
Muito obrigado.
Este foi o pronunciamento do Prof. Hermes Rodrigues Nery, Presidente da Associação Nacional Pró-Vida e Pró-Família e Coordenador do Movimento Legislação e Vida, na Câmara dos Deputados,  em audiência pública sobre a questão da ideologia de gênero nas escolas, realizada na Comissão de Educação, em 10 de novembro de 2015.

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Roupas e o arrependimento de uma abortista

12 novembro, 2015

Para que servem as roupas?

(o hábito não faz o monge, mas a casca protege o fruto)
Por Padre Luiz Carlos Lodi da Cruz – Pró Vida Anápolis
A feminista brasileira Sara Winter, conhecida por sua militância pró-aborto, após ter dado à luz, publicou em 14/10/2015 na sua página do Facebook um texto com o título “Eu me arrependi de ter abortado e hoje peço perdão”. Eis um trecho do que ela escreveu:
Amanhã faz um mês que meu bebe nasceu e minha vida ganhou um novo sentido. Estou escrevendo isso enquanto ele dorme sereno no meu colo. É a melhor sensação do mundo.
Eu ensaiei este texto milhares de vezes durante meses na minha mente e talvez ele não saia tão brilhante como eu gostaria que saísse, mas o mais importante que gostaria de que chegasse a vocês é que, por favor, mulheres que estão desesperadas para abortar, pensem muito, eu me arrependi muito, não quero o mesmo destino pra vocês[1].
Além disso, Sara passou a criticar a ideologia de gênero, tão cara às suas colegas feministas. Em seu artigo “Meu filho é XY e sou muito feliz com isso”, de 17/10/2015, ela diz:
Algumas pessoas têm comentado aqui na page sobre o que eu acho da Teoria de gênero.
Quero deixar claro que há mais de 1 ano eu mudei minha concepção de gênero.
Eu não acredito que uma pessoa possa se identificar com um gênero e a partir de então pertencer a ele. Ou seja, essa ladainha de “eu sou mulher porque me sinto mulher”, eu não acredito e não apoio.
Pra mim mulher é quem nasce com vagina e homem é quem nasce com pênis.
[…]
Não se ‘vira’ mulher quando se passa batom, coloca silicone e começa a falar fino. Ser mulher é MUITO MAIS DO QUE ISSO. Assim, como duvido muito que uma mulher que coloque roupas largas e corte o cabelo terá privilégio que homens tem, como ganhar um salário 30% maior, tem mais segurança na rua…
Como se vê, ela admite diferenças naturais entre os sexos e não aceita que tudo se reduza ao modo de falar, de cortar o cabelo ou de se vestir. Curiosamente, ao falar da diferença no vestuário, Sara não falou aquilo que espontaneamente se falaria há algumas décadas, ou seja, que as mulheres usam saias e os homens vestes calças. Hoje parece que essa diferença deixou de existir. O que ela vê de diferente é que os homens usam “roupas largas”, o que implica que as mulheres usam roupas justas ou apertadas.
Qual a função das roupas?
“Ora, os dois estavam nus, o homem e sua mulher, e não se envergonhavam” (Gn 2,25). Antes do pecado original, Adão e Eva gozavam de um dom chamado integridade. Por esse dom, os sentidos e os instintos estavam harmoniosamente submissos à razão. A visão do corpo do outro, mesmo de seus órgãos reprodutores, não era capaz de causar excitação, a menos que avontade consentisse segundo a reta razão. Por isso, não havia necessidade de se cobrir o corpo.
Sem dúvida os dois praticariam o ato sexual (“os dois serão uma só carne”), mas só quando a razão determinasse. E o instinto sexual estava perfeitamente submisso à razão.
Depois do pecado original, a integridade se perdeu. Adão e Eva “descobriram” que estavam nus e se envergonharam. A partir daí, os instintos rebelaram-se violentamente contra a razão, sobretudo o instinto sexual. A virtude da castidade – que é o controle desse instinto – passou a exigir muita luta e vigilância. Foi necessário cobrir o corpo.
Adão e Eva, envergonhados, cingiram-se (cobriram a cintura) com folhas de figueira (Gn 3,7). Deus, porém, não achou tal cobertura suficiente, e deu-lhes túnicas de peles de animais, para que se vestissem (Gn 3,21).
Hoje, portanto, as roupas são necessárias para se conservar a castidade.
Qual é a função das roupas? Segundo São João Paulo II, as roupas cobrem o corpo para nos deixar ver os valores da alma:
A necessidade espontânea de ocultar os valores sexuais vinculados à pessoa é o caminho natural para revelar o valor da pessoa em si mesma[2].
De fato, se não cobríssemos o corpo, o instinto carnal gritaria tanto, com sede de prazer, que a razão ficaria obscurecida, incapaz de conhecer a alma.
A pureza exige o pudor. Este é parte integrante da virtude da temperança. O pudor preserva a intimidade da pessoa. Consiste na recusa de mostrar aquilo que deve ficar escondido (Catecismo da Igreja Católica, 2521).
A diversidade de roupas masculina e feminina tem um fator cultural, mas não é um produto exclusivo da cultura. Homens e mulheres têm corpos diferentes e essa diferença natural influi sobre o modo de vestir que convém a cada sexo. A mulher tem a pelve (bacia) mais larga e o osso sacro mais curto e mais largo. O motivo dessa disposição óssea é abrigar o bebê durante a gravidez. Daí a conveniência de que as roupas femininas sejam largas na altura dos quadris. Por esse motivo, durante séculos consolidou-se o uso de saias pelas mulheres. De fato, a saia adapta-se perfeitamente ao corpo da mulher não apenas com decência, mas com uma particular elegância.
Esqueleto masculino e feminino
Não se pode dizer o mesmo da calça. Raramente se encontra uma calça suficientemente folgada para ser decente em um corpo feminino. Hoje, com a generalização do uso da calça jeans pelas mulheres, verifica-se o que foi observado por Sara: enquanto os homens usam “roupas largas”, as mulheres, em sua grande maioria, vestem calças tão apertadas, que põem em realce as coxas e as nádegas. O costume de vestir-se imodestamente causou a perda do senso do pudor.
Em 12 de junho de 1960, o Cardeal de Gênova, Giuseppe Siri, escreveu uma “Notificação relativa às mulheres que vestem roupas de homem”[3], referindo-se ao recente uso de calças compridas por moças e senhoras de sua Diocese. Dizia o Cardeal que esse tipo de roupa, geralmente colada ao corpo, dava-lhe a mesma preocupação que as roupas que expõem o corpo. Mas a imodéstia das calças não era o único problema para o Cardeal. Mais grave que isso, o uso de roupas masculinas causava uma alteração da psicologia da mulher, levando-a a querer “ser igual ao homem” e a competir com ele, por considerá-lo mais forte, mais livre e mais independente. Assim, ela via sua feminilidade como inferioridade, e não como diversidade. Além disso, ao usar roupas iguais às do seu marido, a mulher eliminava um dos sinais externos da diversidade dos sexos. E isso tenderia a corromper as relações entre os sexos.
Parece que o Cardeal já estava pressentindo como o uso de calças pelas mulheres favoreceria a difusão da ideologia de gênero e seus postulados, em particular o da anulação das diferenças sexuais.
Hoje assistimos a um movimento semelhante, no sentido inverso: homens advogando o direito de usar saias, a fim de libertar-se da “ditadura da calça”. Em 2008, o jornal francêsLiberation noticiava a existência da Associação Homens de Saia (Hommes en Jupe). Seu fundador, Dominique Moreau, defendia a “emancipação masculina”, reivindicando o “direito de dispor plenamente do próprio corpo, nos moldes da liberação feminina”[4].
Dominique Moreau
[Dominique Moureau]
Tudo isso nos faz lembrar o que dizia o saudoso Bispo de Anápolis Dom Manoel Pestana Filho: “O feminismo trouxe, primeiro, a masculinização da mulher; depois, a feminização do homem; por fim, a bestialização de ambos”.
Anápolis, 6 de novembro de 2015.
Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz

[2] WOJTYLA, Karol. Amor e responsabilidade: estudo ético. São Paulo: Loyola, 1982, p. 159-160.
[3] Cf. HAMMOND, Colleen. Dressing with Dignity. TAN, Charlotte, 2005. Appendix 3.

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Os pingos nos Is - Reinaldo de Azevedo 27 10 2015


Ataque de feministas à Igreja de Mar del Plata, na Argentina

Católicos argentinos protegeram a catedral de Mar del Plata assaltada pela intolerância dos sodomitas LGBT


27.10.2015 -  Uma longa coluna de feministas, militantes LGBT e de partidos de extrema esquerda tentou profanar a bela catedral da cidade de Mar del Plata na Argentina.
n/d
Uma longa coluna de feministas, militantes LGBT e de partidos de extrema esquerda tentou profanar a bela catedral da cidade de Mar del Plata na Argentina, informou a imprensa argentina.
O sacrílego atentado foi evitado corajosamente por jovens católicos da cidade. A coluna agressora fazia parte do XXX Encuentro Nacional de Mujeres, assembleia que se reúne todos os anos em diferentes cidades financiada pelo governo nacionalista bolivariano de Cristina Kirchner.
Os manifestantes vinham depredando casas e lojas e pichando-as com dizeres expressivos como “nem pátria nem patrão” além de palavrões e slogans pelo aborto.
Segundo os jornais portenhos, após as 22 horas do dia 11 de outubro em meio às festividades de Nossa Senhora de Luján, padroeira da Argentina, a coluna se afastou do percurso aprovado pelas autoridades e partiu para o assalto da catedral.
Mas, os jovens católicos estavam ali prevendo a tentativa sacrílega. Ela já tinha sido tentada outros anos em edições de dito Encontro, mas os católicos das respectivas cidades conseguiram impedi-lo.
n/d
Homens e mulheres do Partido Revolucionário Marxista Leninista e diversas agrupações feministas, abortistas e LGBT iniciaram as violências. Proferindo horríveis blasfêmias, insultando aos católicos que rezavam em pé nos degraus da catedral e atrás de uma bela grade que delimita o terreno sagrado.
Algumas das mulheres se despiram e exibiram seus bustos nus pichados com dizeres ofensivos e blasfemos.
Os militantes da Revolução Cultural jogavam pedras, garrafas, rojões e lixo contra os católicos. Os homens notadamente, após muito trabalho conseguiram derrubar boa parte de grade da catedral.
Mas os católicos resistiram firmemente e os invasores não puderam atingir o prédio sagrado.
A polícia e a tropa de choque da Infantaria Naval, corpo ativo nessa cidade porque é um porto importante, demorou em chegar e teve que travar uma verdadeira batalha campal contra os baderneiros enfurecidos.
Pelo menos 16 deles foram presos por “danos e resistência à autoridade” e seis das feministas furiosas terminaram machucadas.
O secretario da Segurança, Fernando Telpuk, e outros representantes do setor do governo defensor dos Direitos Humanos e dirigentes do partido nacionalista pro-socialista de Cristina Kirchner, compareceram no local, aparentemente mais para garantir os agressores do que aos agredidos.
Para as líderes das agitadoras foi uma inciativa “pacifica” a de se despirem provocativamente exibindo os bustos pichados, e sujar os prédios vizinhos pois “é uma tradição” do movimento.
Para elas, o crime máximo seria dos católicos acusados de “ultradireita”. Também a polícia foi vituperada pelas ativistas LGBT que reclamavam mais aborto e o fim de um supostamente generalizado crime de “feminicído”, que na hora só servia de pretexto fantasioso.
A polícia denunciou que os agitadores jogaram até excrementos humanos contra as forças da ordem que revidaram com gás lacrimogêneo, bombas de fumaça e balas de goma.
O furor critianofóbico avança de mãos dadas com a esquerda política. Mas quando encontra no caminho católicos determinados a defender sua fé e a Igreja, acaba sendo frustrado.
Os católicos não têm os recursos materiais de que dispõem as esquerdas amparadas pelos governos populistas amigos do PT, mas têm algo que vale muito mais: o apoio do Céu. E com isso e seu sacrifício pessoal podem estar certos da vitória.

Fonte: http://ipco.org.br
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Nota de www.rainhamaria.com.br
Por Dilson Kutscher
Sabe porque essas "filhos das trevas", sodomitas modernos, vão continuar cada vez mais, com estes atos grotescos, que desrespeitam nossa FÉ, ofendem nossos valores cristãos e desafiam ao DEUS Altíssimo?
Porque sabem que podem fazer estes atos contra TUDO que é SAGRADO e SANTO, e no máximo que vai acontecer, é receberem uma breve critica e estão livres novamente para praticarem mais profanações, pois, como servem ao demônio, o prazer deles é ver todo este desrespeito e profanação contra o SAGRADO. A satisfação deles é ver a criatura se rebelando contra Seu Criador.
Essa é a rebelião final dos homens contra o Seu Criador e DEUS.
Este é o triste "retrato" de uma sociedade do Fim dos Tempos, que se rebelou contra o seu CRIADOR, assim como, o anjo caido, Satanás.
"Quebraste desde o princípio o meu jugo, rompeste os meus laços, e disseste: não servirei" (Jeremias 2, 20)
É Satanás o "mestre e o guia" destes homens impios e rebeldes as Leis e Desígios de DEUS.
"Jesus respondeu: O que semeia a boa semente é o Filho do Homem.
O campo é o mundo. A boa semente são os filhos do Reino. O joio são os filhos do Maligno. O inimigo, que o semeia, é o demônio. A colheita é o fim do mundo. Os ceifadores são os anjos. E assim como se recolhe o joio para jogá-lo no fogo, assim será no fim do mundo". (São Mateus 13, 36-40)
"Pois como o relâmpago, reluzindo numa extremidade do céu, brilha até a outra, assim será com o Filho do Homem no seu dia. É necessário, porém, que primeiro ele sofra muito e seja rejeitado por esta geração.
Como ocorreu nos dias de Noé, acontecerá do mesmo modo nos dias do Filho do Homem. Comiam e bebiam, casavam-se e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca. Veio o dilúvio e matou a todos. Também do mesmo modo como aconteceu nos dias de Lot. Os homens festejavam, compravam e vendiam, plantavam e edificavam. No dia em que Lot saiu de Sodoma, choveu fogo e enxofre do céu, que exterminou todos eles. Assim será no dia em que se manifestar o Filho do Homem". (São Lucas 17, 24-30)
Diz na Sagrada Escritura:
“Se não se abreviassem aqueles dias, não se salvaria pessoa alguma; porém, serão abreviados aqueles dias em atenção aos escolhidos." (São Mateus 24, 22)
Jesus fala que a crise de Fé e de Moral serão tão grandes, mas tão grandes, que se não se “abreviassem”, pessoa alguma se "salvaria", como que indicando a extensão da onda de crimes e pecados que destruirão a sociedade do final dos tempos. (ou seja: a apostasia mundial)
"Obceca o coração desse povo, ensurdece-lhe os ouvidos, fecha-lhe os olhos, de modo que não veja nada com seus olhos, não ouça com seus ouvidos, não compreenda nada com seu espírito. E não se cure de novo.
Até quando, Senhor disse eu. E ele respondeu: Até que as cidades fiquem devastadas e sem habitantes, as casas, sem gente, e a terra, deserta; até que o Senhor tenha banido os homens, e seja grande a solidão na terra. Se restar um décimo (da população), ele será lançado ao fogo, como o terebinto e o carvalho, cuja linhagem permanece quando são abatidos". (Isaias 6, 10-13)
"Só teremos que esperar um juízo tremendo e o fogo ardente que há de devorar os rebelde". (Hebreus 10, 27)
NOVAMENTE DIREI:
Este é o tempo profetizado e anunciado na Sagrada Escritura, em que Satanás iria deflagrar todo seu ódio contra a Igreja e aos fiéis servidores de Cristo, sabendo que pouco tempo lhe resta antes que seja julgado e precipitado para sempre no inferno, lugar de condenação eterna para o demônio e todos que se rebelam contra o DEUS Altíssimo, Pai, Filho e Espírito Santo.
“Ó terra e mar, cuidado! Porque o Demônio desceu para vós, cheio de grande ira, sabendo que pouco tempo lhe resta” (Apocalipse 12, 12)
Para aqueles que realmente combatem as trevas, não há supresa em ver estes ataques de pessoas sob o dominio do mal. Acaso muitos ainda não sabem, neste momento uma "Grande Guerra" está sendo travada entre as forças da Luz e das trevas. Satanás quer almas para dividir com Ele sua condenação eterna no abismo infernal. É obrigação dos verdadeiros Filhos de Maria Santíssima, os apóstolos dos Últimos Tempos, guerrear contra Satanás e suas legiões malignas, buscando e salvando as almas para o Glorioso REI Jesus e Seu Pai Altíssimo.
"Este, então, se irritou contra a Mulher e foi fazer guerra ao resto de sua descendência, aos que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus". (Apocalipse 12, 17)
Além do mais, diz na Sagrada Escritura:
"Se o mundo vos odeia, sabei que me odiou a mim antes que a vós. Se fôsseis do mundo, o mundo vos amaria como sendo seus. Como, porém, não sois do mundo, mas do mundo vos escolhi, por isso o mundo vos odeia. Lembrai-vos da palavra que vos disse: O servo não é maior do que o seu senhor. Se me perseguiram, também vos hão de perseguir. Se guardaram a minha palavra, hão de guardar também a vossa. Mas vos farão tudo isso por causa do meu nome, porque não conhecem aquele que me enviou. Se eu não viesse e não lhes tivesse falado, não teriam pecado; mas agora não há desculpa para o seu pecado. Aquele que me odeia, odeia também a meu Pai". (São João, 15,18-23)
Você católico, defensor dos valores cristãos e do que ainda resta do SAGRADO, é convocado para o combate, junte-se ao Exército da Rainha Maria, pela Glória de Seu Filho, Sua Majestade Rei Jesus e o Seu Pai,  o DEUS Altíssimo, o Santo de Israel.
Combata a apostasia, a falta de respeito destes homens a serviço do demônio, contra TUDO QUE É SAGRADO. Estes "homens e mulheres" rebeldes contra as Leis e Preceitos do Altíssimo.
Sejam corajosos e não tenham medo de combate-los, pois...
"Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa de mim.
Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós.
Vós sois o sal da terra. Se o sal perde o sabor, com que lhe será restituído o sabor? Para nada mais serve senão para ser lançado fora e calcado pelos homens.
Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre uma montanha nem se acende uma luz para colocá-la debaixo do alqueire, mas sim para colocá-la sobre o candeeiro, a fim de que brilhe a todos os que estão em casa.
Assim, brilhe vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem vosso Pai que está nos céus." (São Mateus 5, 11-16)

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

A melhor família é a natural, segundo pesquisa

E estudo realizado pelo Dr. Mark Regnerus reafirma e fortalece a convicção de que o melhor padrão para criar os filhos ainda é a família biológica intacta.

Muito se tem falado sobre a “decadência” e a “transformação” da família. O foco dessa discussão, porém, parece-me deslocado. Considerando que a existência da instituição “família” somente se justifica no exercício de sua função primária, a perpetuação da sociedade, por meio da criação e educação das novas gerações, a verdadeira questão é quão bem cada tipo de família pode exercer essa atribuição. Assim, quanto melhor a família exerce sua função primária, mais funcional ela é; por outro lado, quanto menos eficaz for a família no exercício de sua função, mais disfuncional ela é.
Abstraindo as questões ideológicas que contaminam severamente o debate público, é possível distinguir empiricamente a funcionalidade e a disfuncionalidade de cada espécie de estrutura familiar. Para isso, serão consideradas as seguintes estruturas familiares, definidas nos termos do New Family Structures Study (NFSS) – Novo Estudo de Estruturas Familiares, realizado pelo professor Dr. Mark Regnerus da Universidade do Texas com quase 3.000 adultos de 18 a 39 anos: [i]


Estrutura familiar
Descrição
Relação entre os pais
Adotado
Criança adotada por um ou dois estranhos (pessoas não relacionadas com a criança) no momento do nascimento ou antes de 2 anos de idade.
Variados status conjugais e de relacionamento entre o(s) pai(s) adotivo(s)
Divorciado mais tarde ou guarda conjunta
Criança vivia com a mãe e o pai biológicos do nascimento até a idade de 18 anos, seja através de guarda conjunta ou em uma família intacta que mais tarde passou por divórcio.
Os pais biológicos não estão atualmente casados um com o outro.
Mãe tinha uma relação lésbica
Criança vivia com a mãe (biológica ou adotiva) que teve um relacionamento romântico do mesmo sexo por algum período de tempo.
91% dessas crianças viviam com a mãe enquanto ela estava em um relacionamento do mesmo sexo; 57% viviam com sua mãe e sua parceira durante pelo menos 4 meses; e 23% viviam com sua matriz e sua parceira durante pelo menos 3 anos.
Família biológica intacta
Criança vivia com seus pais biológicos, casados entre si, do nascimento até os 18 anos.
Pai e mãe biológicos foram casados durantes toda a infância da criança e permanecem casados.
Pai em um relacionamento gay
Criança vivia com o pai (biológico ou adotivo) que teve um relacionamento romântico do mesmo sexo por algum período de tempo.
42% dessas crianças viviam com o pai enquanto ele estava em um relacionamento do mesmo sexo; 24% viviam com seu pai e o parceiro dele durante pelo menos 4 meses; e 2% viviam com o pai e seu parceiro durante pelo menos 3 anos.
Pai ou mãe solteira
Criança vivia principalmente com um de seus pais biológicos, que não se casou (ou não se casou novamente) antes que a criança atingisse 18 anos de idade.
Os pais biológicos são divorciados ou nunca se casaram.
Família mista
Criança vivia principalmente com um de seus pais biológicos que se casou com alguém que não seja o outro pai biológico da criança antes que a criança atingisse 18 anos de idade
Os pais biológicos ou tinham divorciado ou nunca haviam se casado; o pai que tinha a guarda era casado.

Nessa pesquisa, ficaram extremamente nítidas as diferenças de cada estrutura familiar para o desenvolvimento futuro da criança. No quadro a seguir, são enumerados alguns desses resultados (em azul são destacadas as proporções mais favoráveis e em vermelho as mais desfavoráveis):
Estrutura familiar
Maconha[ii]
Cigarro[iii]
Prisão[iv]
Declarou-se culpado[v]
Recebem assistência social
Desem-prega-dos
Adotado
1,33
2,34
1,31
1,19
27%
22%
Divorcia-do mais tarde
2,00
2,44
1,38
1,30
31%
15%
Mãe tinha uma relação lésbica
1,84
2,76
1,68
1,36
38%
28%
Família biológica intacta
1,32
1,79
1,18
1,10
10%
8%
Pai tinha uma relação gay
1,61
2,61
1,75
1,41
23%
20%
Pai ou mãe solteira
1,73
2,18
1,35
1,17
30%
13%
Família mista
1,47
2,31
1,38
1,21
30%
14%

A tabela acima demonstra que em todos os aspectos considerados, a família biológica intacta é que proporciona a melhor condição de vida para o adulto formado dentro dessa família.[vi] A conclusão dos pesquisadores não deixa dúvidas de que este é o melhor arranjo familiar:
(...) serem criadas por uma família biológica intacta apresenta claras vantagens para as crianças sobre outras formas de parentalidade. Particularmente, o estudo fornece evidências que as gerações anteriores de cientistas sociais foram incapazes de coletar evidências sugerindo que as crianças de famílias biológicas intactas também superam seus pares que foram criados em lares de um pai que teve relações do mesmo sexo. Portanto, esse novo estudo reafirma e fortalece a convicção de que o melhor padrão para criar os filhos ainda é a família biológica intacta. [vii]

Notas:
[i] Os resultados dessa pesquisa constam do site http://www.familystructurestudies.com/. Acessado em 16 de outubro de 2015.
[ii] Frequência de uso de maconha nos últimos 12 meses, em média (1-6: 1 = Nunca, 6 = quase diariamente).
[iii] Frequência de uso de cigarro nos últimos 12 meses, em média (1-6: 1 = Nunca, 6 = quase diariamente).
[iv] Número de vezes preso, em média (1-4: 1 = Nunca, 4 = inúmeras vezes).
[v] Número de vezes que se declarou culpado de um delito grave, em média, (1-4: 1 = nunca, 4 = inúmeras vezes).
[vi] Esse tipo de família ainda tem os maiores índices de: a) percepção de segurança pelas crianças; b) qualidade do relacionamento atual; c) identificação integralmente heterossexual; e os menores índices de: a) suicídio (neste caso, empatada com o pai ou mãe solteira); b) utilização de terapia; c) depressão; d) toques sexuais por adultos; e) estupro; f) doenças sexualmente transmissíveis; g) número de vezes em que considerou o relacionamento atual problemático; h) parceiros femininos para as mulheres; i) parceiros masculinos para as mulheres; e j) parceiros masculinos para os homens.
[vii] SAMUEL, Ana. New Family Structures Research and the “No Differences” Claim. Disponível em http://www.familystructurestudies.com/files/NFSS-summary-20120809.pdf. Acesso em 16 de outubro de 2015.

Alexandre Magno Fernandes Moreira é advogado e autor da obra Direito Penal Contemporâneo.