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sexta-feira, 8 de abril de 2016

Papa e a exortação pós-sinodal

Papa clama por mais compreensão em relação a divorciados e homossexuais


Alberto Pizzoli-27-mar.16/AFP 
Papa Francisco cumprimenta pessoas na Basílica de São Pedro
Papa Francisco cumprimenta pessoas na Basílica de São Pedro


O papa Francisco reforçou nesta sexta-feira (8), por meio da divulgação da exortação apostólica "Amoris laetitia" ("A alegria do amor"), seu discurso de que os sacerdotes devem ter uma abordagem mais compreensiva em relação a fiéis divorciados e homossexuais, porém sem romper com as posições doutrinárias da Igreja Católica.
Leia a íntegra, em português, do documento papal
No documento de nove capítulos e 264 páginas (na versão em português), apresentado após quase dois anos de trabalho e da realização de dois Sínodos de Bispos para discutir temas ligados ao amor e à família, Francisco afirma que "em cada país ou região, é possível buscar soluções mais inculturadas, atentas às tradições e aos desafios locais". Com isso, o papa mantém sua busca por conciliar a existência de setores conservadores da igreja com demandas mais "progressistas" de fiéis.
DIVÓRCIO
Sobre divorciados que se casam pela segunda vez —grupo que, pelas regras da igreja, não têm direito a comungar—, o pontífice escreve que eles "podem encontrar-se em situações muito diferentes, que não devem ser catalogadas ou encerradas em afirmações demasiado rígidas, sem deixar espaço para um adequado discernimento pessoal e pastoral".
No entanto, o papa diz que "o divórcio é um mal, e é muito preocupante o aumento do número de divórcios". "Por isso, sem dúvida, a nossa tarefa pastoral mais importante relativamente às famílias é reforçar o amor e ajudar a curar as feridas, para podermos impedir o avanço deste drama do nosso tempo."
GAYS
Em uma mensagem que deve agradar aos defensores dos direitos dos gays, Francisco afirma que "cada pessoa, independentemente da própria orientação sexual, deve ser respeitada na sua dignidade e acolhida com respeito".
Durante os sínodos em que o documento foi discutido, o papa diz ter conversado com os padres sobre a experiência de famílias que possuem "pessoas com tendência homossexual", "experiência não fácil nem para os pais nem para os filhos". Para essa famílias, afirma, é preciso que a igreja dê "respeitoso acompanhamento", fazendo com que os gays "possam dispor dos auxílios necessários para compreender e realizar plenamente a vontade de Deus na sua vida".
Francisco, no entanto, não dá margem para interpretações sobre a oposição da igreja à união gay. "Devemos reconhecer a grande variedade de situações familiares que podem fornecer uma certa regra de vida, mas as uniões de facto ou entre pessoas do mesmo sexo, por exemplo, não podem ser simplistamente equiparadas ao matrimônio."
Em outro trecho da exortação, o pontífice aborda a "dimensão erótica do amor", que para ele não pode ser vista como um "mal permitido ou como um peso tolerável para o bem da família". Em vez disso, afirma, tem de ser visto como um "dom de Deus que embeleza o encontro dos esposos".
ABORTO
Francisco reitera a posição contra o aborto, sem dar espaço a circunstâncias em que poderia ser aceito. "É tão grande o valor duma vida humana e inalienável o direito à vida do bebê inocente que cresce no ventre de sua mãe, que de modo nenhum se pode afirmar como um direito sobre o próprio corpo a possibilidade de tomar decisões sobre esta vida, que é fim em si mesma e nunca poderá ser objeto de domínio doutro ser humano."
O papa não expõe uma proibição expressa a métodos contraceptivos, mas deixa isso implícito no capítulo em que fala da educação sexual para crianças, especialmente sobre o uso do termo "sexo seguro": "Estas expressões transmitem uma atitude negativa a respeito da finalidade procriadora natural da sexualidade, como se um possível filho fosse um inimigo de que é preciso proteger-se". "Deste modo", diz o texto, "promove-se a agressividade narcisista, em vez do acolhimento".
Nesse trecho, ele também dá a entender que tratamentos para fertilidade não são o caminho para casais em que um ou ambos os cônjuges não possam ter filhos, uma vez que a adoção é incentivada. "A opção da adoção e do acolhimento exprime uma fecundidade particular da experiência conjugal, mesmo para além dos casos de esposos com problemas de fertilidade."
O pontífice aponta que, muitas vezes, os problemas entres casais se dão pela falta de maturidade de algum dos cônjuges. "Se todos fossem pessoas que amadureceram normalmente, as crises seriam menos frequentes e menos dolorosas. A verdade, porém, é que às vezes as pessoas precisam de realizar aos 40 anos um amadurecimento atrasado que deveria ter sido alcançado no fim da adolescência."
CRÍTICA ÀS TECNOLOGIAS
Embora seja um líder que sabe usar as redes sociais para ampliar sua popularidade, Francisco diz ter conversado com os sacerdotes nos sínodos preparatórios sobre o risco da "cultura do provisório". " Refiro-me, por exemplo, à rapidez com que as pessoas passam duma relação afetiva para outra. Creem que o amor, como acontece nas redes sociais, se possa conectar ou desconectar ao gosto do consumidor e inclusive bloquear rapidamente."
Para Francisco, "a presença paterna e, consequentemente, a sua autoridade são afetadas também pelo tempo cada vez maior que se dedica aos meios de comunicação e à tecnologia da distração".
SANDERS NO VATICANO
O candidato democrata à presidência dos EUA Bernie Sanders anunciou nesta sexta que aceitou o convite da Igreja para visitar o Vaticano. Após a divulgação da exortação apostólica "Amoris laetitia", Sanders disse que ele e o papa tinham visões semelhantes quanto à luta por igualdade de renda.
"Eu sou um grande fã do papa", disse ele em entrevista ao canal de televisão norte-americano MSNBC. "Ele está tentando introduzir um senso de moralidade sobre como nós gerenciamos a economia, e precisamos disso desesperadamente".
A equipe da campanha de Sanders declarou que ele irá a uma conferência sobre questões sociais, econômicas e ambientais na visita do dia 15 de abril ao Vaticano. O candidato, que tornou a luta contra a pobreza um assunto central em sua campanha, disse que discutirá como criar uma economia moral durante o encontro. Não foi informado se o candidato e o papa se encontrarão.
A visita ocorrerá quatro dias antes das primárias no Estado de Nova York. No dia 16, o papa viajará para a ilha grega de Lesbos em apoio à situação dos refugiados e migrantes.
Sanders disse admirar o papa por tocar em assuntos como "a devoção pelo dinheiro e a ganância que está presente no mundo".
"Há pessoas que pensam que Bernie Sanders é radical. Leiam o que o papa está escrevendo", disse o democrata à MSNBC.

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Solenidade da Imaculada Conceição (site Rainha Maria)

Dia 08 de dezembro: Solenidade da Imaculada Conceição da Santíssima Virgem Maria


08.12.2013 -
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Rejubila, ó cheia de graça, porta do céu; é de ti que fala o autor do Cântico dos Cânticos [...] quando exclama: «És horto cerrado, [...] Santa Mãe de Deus, ovelha imaculada, tu trouxeste ao mundo o Cordeiro, Cristo, o Verbo encarnado em ti. [...] Que maravilha espantosa nos céus: uma mulher vestida de sol (Ap 12, 1), trazendo nos braços a luz! [...] Que maravilha espantosa nos céus: o Senhor dos anjos que Se torna filho da Virgem. Os anjos acusavam Eva; agora, cumulam Maria de glória, porque Ela levantou Eva da queda e abriu as portas do céu a Adão, outrora expulso do Paraíso. [...]
Imensa é a graça concedida a esta Virgem Santa. É por isso que Gabriel a cumprimenta dizendo-lhe: «Rejubila, cheia de graça», resplandecente como o céu. «Rejubila, cheia de graça», Virgem ornada de virtudes sem número. [...] «Rejubila, cheia de graça», tu que sacias os sedentos com as doçuras da fonte eterna. Rejubila, Santa Mãe Imaculada, tu que geraste Cristo, que te precede. Rejubila, púrpura real, tu que revestiste o Rei do céu e da terra. Rejubila, livro selado, tu que deste a ler ao mundo o Verbo, o Filho do Pai.
O dogma da Imaculada Conceição proclamado em 1854 por Pio IX
1. O dogma da Imaculada Conceição, proclamado a 8.12.1854 por Pio IX (Bula “Ineffabilis Deus”), declara a santidade da Virgem Santa Maria desde o primeiro momento da sua existência, desde a sua Conceição, ou seja, que ela foi preservada desde sempre da mácula do pecado original, no qual nascem todos os filhos de Adão. Enquanto estes estão privados da graça divina, a Virgem Maria foi toda pura, santa e imaculada desde o início da sua vida. Esta foi desde sempre a convicção profunda da Igreja, que viu na Virgem Maria a ''Nova Eva'' (Sto.Ireneu).
2. Apesar da sua reconhecida devoção a Nossa Senhora, homens como S. Bernardo, Sto. Alberto Magno, S. Boaventura e S. Tomás tiveram dificuldade em admitir a Imaculada Conceição, porque difícil de conciliar com o dogma da universalidade da Redenção. Proclamar a Imaculada Conceição parecia implicar retirar a Virgem Maria da órbita da Redenção em Jesus Cristo, a qual, por ser necessária e absoluta, era tão universal como o pecado original.
Se a Virgem Maria não estivesse incluída no número dos que contraíam o pecado de Adão, ficava então igualmente excluída da redenção, e esta não seria universal, pois não abrangeria todos os descendentes de Adão. Perante esta alternativa, foram como que obrigados a negar o privilégio de Maria até ser possível conciliá-lo com o dogma da universalidade da redenção em Cristo.

3. A solução do problema foi dada pelo beato Duns Escoto (séc. XIV), segundo o qual a Imaculada Conceição não exclui a Virgem Maria da redenção, porque ela foi preventivamente redimida pelo seu próprio Filho. Ela foi antecipadamente redimida e por conseguinte preparada para a sua divina maternidade. Esta explicação acabou por ser recebida na teologia e nas declarações do magistério.

4. Como todos os dogmas, também a ‘Imaculada Conceição’ foi a solene proclamação da fé do povo de Deus, do sentir da Igreja, do que nós poderíamos chamar a ‘devoção popular’.

5. O dogma da Imaculada Conceição da Virgem Santa Maria foi a solene confirmação do mistério central da fé. A Virgem Maria foi pensada por Deus como a mediadora do mistério da Incarnação. Porque chamada a ser a mediadora deste mistério, a Virgem Maria não podia ser pensada senão como a primeira totalmente redimida, e como a primeira redimida é que ela concebeu sem pecado o Filho de Deus, porque sem pecado foi concebida.

Ao acolher a Palavra do Anjo, a Virgem Maria permitiu que a Palavra eterna de Deus assumisse a carne do pecado e por causa desta assunção ela foi previamente redimida pelo seu próprio Filho. Por ela o Verbo de Deus entra na história, inaugurando o tempo da Graça e da Liberdade dos filhos de Deus.

A Virgem Maria abriu a porta do mundo para o Advento do Deus redentor, na carne da humanidade. Ela é por excelência a primeira na ordem da Redenção. O dogma da Imaculada Conceição proclama que ela desde o início do seu ser não foi apenas envolvida pelo mistério da Graça da redenção prometida, mas a primeira redimida pelo seu Filho que ia gerar; este dogma toca, portanto, no centro do mistério da Redenção.

A ‘Imaculada Conceição’ mostra a Virgem Maria como a primeira na ordem da Redenção, Redenção esta que não pode acontecer sem ela. Sem a Imaculada Conceição da Virgem Maria não seria pensável a redenção, como vitória divinizante da natureza humana sobre o pecado do mundo.

6. A Virgem Maria é a primeira redimida: depois dela e por meio dela, todos são chamados a participar na vitória da redenção, através do batismo, pelo qual o homem é regenerado, e chamado também a ser santo e imaculado na presença de Deus.

A Imaculada Conceição eleva a Virgem Maria a paradigma da antropologia cristã. Ela manifesta de um modo eminente a transfiguração do homem que se opera pela participação no mistério de Cristo, com o qual por graça o homem é chamado a configurar-se.

A Imaculada Conceição da Virgem Maria revela a ontológica transfiguração do ser e da existência na relação com o Verbo de Deus encarnado. Paradigma da antropologia cristã, a Imaculada Conceição é o caso eminente da redenção pela graça, a que ela corresponde, na plena liberdade do ‘ecce ancilla’, no mistério da Anunciação.

Não apenas do ‘homem novo’, mas também da Igreja. Mariano, com certeza, o dogma da ‘Imaculada Conceição’ é também eclesial, porque nela se espelha o que é o mistério da Igreja a qual, tendo na Virgem Imaculada a sua figura excelsa (cf. LG 53; 63), é também santa e imaculada, Mãe e Virgem puríssima dos seus filhos gerados nas águas do batismo.

Por isso, com razão na ‘Imaculada Conceição’, a Igreja e todos os fiéis exultam de alegria, talvez como em nenhum outro dia, porque aí está o exemplo das maravilhas de Deus na história, do que Ele pode fazer na Igreja e na vida de cada crente se como a Virgem Santa Maria cada qual se colocar na mesma atitude de filial obediência e de amor, naquele cujo Nome é grande e que grandes coisas realizou na sua humilde serva! Bem-aventurada a nação que se honra por tê-la como Mãe e Padroeira!

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Frutos da Comunhão na mão e o roubo de hóstias

Frutos da Comunhão na mão.

A politicamente correta ACI não ousa afirmar o óbvio ululante: tal profanação só é possível graças à nefasta prática da Comunhão na Mão, somada ao descuido dos ministros que entregam a Sagrada Hóstia como um biscoito qualquer e sequer se dão ao trabalho de conferir se foi devidamente comungada.
Artista rouba 242 hóstias consagradas e forma palavra “pederastia” com elas em mostra profana
MADRI, 23 Nov. 15 / 03:00 pm (ACI).- O município de Pamplona (Espanha) permitiu a mostra sacrílega de Abel Azcona, que, depois de roubar 242 hóstias consagradas durante as missas simulando que ia comungar, colocou-as no chão formando a palavra “pederastia”. As fotos de como foi realizado o roubo das hóstias estão expostas em uma sala pública de arte em Pamplona, patrocinada pela prefeitura da cidade governada pela aliança independentista vasca, Bildu. A Plataforma “Abogados Cristianos” (em português: Advogados Cristãos) fez uma denúncia contra Azcona por violação do Código Penal espanhol e estipulou que até a próxima quinta-feira a prefeitura retire tal exposição sacrílega.
azcona
A assessora de cultura do município, Maider Beloki, apresentou a mostra com o título de “Enterrados” durante a última sexta-feira, a qual contém fotografias de como as hóstias consagradas foram roubadas e colocadas no chão. As hóstias permaneceram no chão até que um cidadão as retirou da exposição.
Polonia Castellanos, porta-voz da Plataforma Abogados Cristianos, declarou ao Grupo ACI que colocaram uma queixa contra o autor da exposição por “haver cometido em delito contra os sentimentos religiosos e a profanação, que estão nos artigos 524 e 525 do Código Penal espanhol”.
“O município de Pamplona também recebeu o prazo para que até a próxima quinta-feira a exposição seja fechada. Caso contrário, ampliaremos a queixa em grau de cumplicidade e cooperação necessária”, precisou Castellanos.
Nesse sentido, a Plataforma Abogados cristianos também manifestou que ficou surpreendida pela colaboração do município nesta profanação. “Não sei por que um município, de qualquer política que seja, permitiu algo que claramente é considerado um delito”.
“Em princípio, os poderes públicos como o município existem a fim de velar que delitos como estes não aconteçam, mas não para ajudar que estes sejam cometidos. O código penal é o mesmo para todos e se não tirarem a exposição antes desta quinta-feira, deverão responder por isso”, assegurou Castellanos.
Caso Abel Azcona tivesse antecedentes penais, como existem indícios disso, poderia pagar não só uma multa, mas também passaria pela prisão.
A plataforma Maslibres.org se manifestará hoje à tarde ante a Prefeitura de Navarra a fim de protestar pelo uso “de um espaço municipal para albergar o maior ataque dos últimos anos contra os católicos”.
Conforme explica Maslibres.org, a exposição fotográfica “é um flagrante ataque às liberdades e um espetáculo que demonstra a pobreza moral e criativa do suposto artista”.
“A cessão de um espaço municipal que todos os cidadãos da capital forense contribuem a manter com seus impostos, converte o Governo municipal em cúmplice do que se pode considerar o maior ataque dos últimos anos contra os católicos”, acrescentou Miguel Vidal, porta-voz da associação.
Até agora foram recolhidas mais de 18 mil assinaturas na plataforma change.org a fim de que a Prefeitura retire totalmente e de maneira imediata tal exposição que atenta contra os sentimentos religiosos.
Para assinar a retirada desta exposição sacrílega acesse esta página em espanhol: https://www.change.org/p/ayuntamiento-de-pamplona-paren-ya-esta-grave-profanaci%C3%B3n-p%C3%BAblica-es-un-delito

terça-feira, 24 de novembro de 2015

O Manto de Nossa Senhora, a guerra e a Eucaristia

Sacerdote sírio declarou: O Manto da Virgem nos protegeu quando bomba caiu sobre nossa Igreja. Ele celebrava a Eucaristia no momento que a bomba caiu


23.11.2015 -
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No domingo, 25 de outubro, cerca de 400 fiéis participavam da Missa na Paróquia São Francisco, em Alepo (Síria), quando uma bomba caiu sobre o teto da Igreja deixando somente seis pessoas levemente feridas. “Como disse a minha congregação, foi o manto da Virgem que nos protegeu” e evitou uma tragédia, afirmou Pe. Ibrahim Alsabagh, da Custódia Franciscana de Terra Santa, que presidia a Eucaristia.
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Em informação difundida por Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), o sacerdote disse que o míssil provavelmente foi lançado da região antiga de Alepo, controlada por grupos jihadistas rebeldes. “Se a bomba tivesse explodido sobre a cúpula, poderia ter acontecido uma tragédia. Inclusive se somente o candelabro tivesse caído, poderia ter matado cerca de dez pessoas. Como disse a minha congregação, foi o manto da Virgem que nos protegeu”, afirmou.
O atentado ocorreu às 17h. Pe. Alsabagh decidiu continuar celebrando a Eucaristia no jardim da Igreja, logo após os fiéis recuperaram a calma. “Alguns ficaram admirados pela minha reação. Mas é no Senhor que encontramos nossa fortaleza, em união com Ele através da oração. A força para seguir adiante e inclusive com uma maior energia, agora que precisamos reformar a nossa Igreja”, indicou.
Em seguida, Pe. Alsabagh disse à AIS que o ataque está ligado ao ódio anticristão, tendo em conta ataques anteriores contra este templo. “Existem muitos que querem eliminar todos sinais de reconciliação e abertura que forem possíveis”, assinalou.
“Desejamos que termine este caos e que logo sejamos capazes de falar destes fatos como algo do passado. E sem temor de que os ataques aconteçam em qualquer momento”, expressou.
Nas últimas semanas, os bombardeios em Alepo e outras cidades sírias foram intensificados desde que aviões de combate russos iniciaram sua participação na guerra civil que ocorre no país há mais de quatro anos.
Fonte: ACI  via  comshalom.org

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Missa Afro?

Frei Clemente Rojão: Missa Afro não existe. Como é perigoso estar cego por ideologia ao ponto de não ver os fatos


10.11.2015 - Leitor me mandou este mimo da adorável diocese de Guarulhos.
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Vem cá, o pé de moleque é para a "eucaristia afro"? Alguém da "coordenação litúrgica" andou vendo despacho de macumba e misturou os departamentos..
Enquanto no Brasil fazem umas carnavalizações semi-umbandistas e chamam de "Missa Afro", na África da vida real cardeais e bispos conservadores levam a chama da boa liturgia e da sã doutrina, ao ponto de deterem europeus liberais de mudar a fé da igreja em golpes palacianos sinodais.
Como é perigoso estar fora da realidade! Como é perigoso estar cego por ideologia ao ponto de não ver os fatos! Cultura africana, se existe uma única (existem várias), não é esta mistura de candomblé com axé do nosso imaginário provinciano brasileiro.
Estes senhores, se soubessem desta besteira, falariam um monte...
n/dn/d
Fonte: www.freirojao.com.br

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Cardeal Sarah e o Sínodo - em defesa da Verdade

A voz da África clama no deserto: O discurso do Cardeal Sarah no Sínodo


15.10.2015 -  Nota de www.rainhamaria.com.br
Algumas palavras do Cardeal Robert Sarah, prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos.
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Fonte: http://fratresinunum.com
Sua Santidade, Eminências, Excelências, participantes do Sínodo.
Mais transparência e respeito entre nós
Sinto uma forte necessidade de invocar o Espírito da Verdade e do Amor, a fonte de parresia ao falar e humildade ao ouvir, o Único capaz de criar a verdadeira harmonia na pluralidade.
Digo francamente que no Sínodo anterior, sentia-se, em diversos temas, a tentação de ceder à mentalidade do mundo secularizado e do Ocidente individualista. Reconhecer as supostas “realidades da vida” como um locus theologicus [lugar teológico] significa desistir da esperança no poder transformador da fé e do Evangelho.
O Evangelho que outrora transformava culturas agora está em perigo de ser transformado por elas. Além disso, alguns dos procedimentos utilizados não pareciam visar o enriquecimento da discussão e comunhão tanto quanto o fizeram para promover uma maneira de ver típica de certos grupos marginais das igrejas abastadas. Essa mentalidade é contrária a uma Igreja pobre e a um sinal alegremente evangélico e profético de contradição ao espírito do mundo. Não se pode compreender que algumas declarações que não encontram o consenso da maioria qualificada do último Sínodo ainda tenham entrado na Relatio e, em seguida, na Lineamenta e no Instrumentum laboris, enquanto outras questões candentes e muito atuais (como, por exemplo, a ideologia de gênero) foram ignoradas.
Portanto, a primeira esperança é que, em nosso trabalho, haja mais liberdade, transparência e objetividade. Por isso, seria proveitoso publicar os resumos das intervenções, para facilitar a discussão e evitar qualquer preconceito ou discriminação na aceitação dos pronunciamentos dos Padres Sinodais.
Discernimento da história e dos espíritos
Uma segunda esperança: Que o Sínodo honre a sua missão histórica e não se limite a falar somente sobre determinadas questões pastorais (como, por exemplo, a eventual comunhão aos divorciados e recasados), mas auxilie o Santo Padre a enunciar claramente determinadas verdades e dar orientação útil em nível global. Isso porque há novos desafios em relação ao sínodo celebrado em 1980. Um discernimento teológico nos permite ver em nosso tempo duas ameaças inesperadas (quase como duas “bestas do apocalipse”) localizadas em lados opostos: por um lado, a idolatria da liberdade ocidental; do outro, o fundamentalismo islâmico: secularismo ateísta versus fanatismo religioso. Para usar um slogan, encontramo-nos entre “a ideologia de gênero e o ISIS”. Massacres islâmicos e exigências libertárias normalmente disputam a primeira página dos jornais. (Lembremo-nos do que aconteceu no último dia 26 de junho!). Desses dois radicalismos surgem duas ameaças maiores para a família: sua desintegração subjetivista no Ocidente secularizado através do divórcio rápido e fácil, o aborto, as uniões homossexuais, a eutanásia, etc. (cf. Teoria de gênero, o ‘Femen’, o lobby LGBT, a IPPF…). Por outro lado, a pseudo-família do Islã ideologizado, que legitima a poligamia, a subserviência feminina, a escravidão sexual, o casamento infantil etc. (cf. Al Qaeda, Isis, Boko Haram ...)
Várias pistas nos possibilitam intuir a mesma origem demoníaca desses dois movimentos. Diversamente do Espírito da Verdade, que promove a comunhão na diversidade (perichoresis), esses movimentos estimulam a confusão (homo-gamy) ou subordinação (poly-gamy). Além disso, eles exigem uma regra universal e totalitária, são violentamente intolerantes, destruidores de famílias, da sociedade e da Igreja e são abertamente cristofóbicos.
n/d
“Não estamos lutando contra a carne e o sangue…” Precisamos ser inclusivos e acolhedores a tudo o que é humano; mas o que vem do Inimigo não pode e não deve ser assimilado. Não se pode unir Cristo e Belial! As ideologias homossexuais e abortistas ocidentais e o fanatismo islâmico são hoje em dia o que o Nazi-fascismo e o Comunismo foram no século XX.
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Nota de www.rainhamaria.com.br
Declarou São Vicente de Lerins sobre a Tradição no Catolicismo: "Na Igreja Católica deve-se ter SUMO EMPENHO em que MANTENHAMOS  aquilo que foi criado em toda a parte, sempre e por todos, pois isto é que é VERDADEIRO E PROPRIAMENTE católico. (...) Portanto, pregar algo aos católicos fora daquilo que eles receberam NUNCA FOI LÍCITO, em parte alguma é lícito, e NUNCA SERÁ LÍCITO; e condenar abertamente aqueles que anunciam algo fora do que foi uma vez aceito, foi sempre necessário, em toda a parte é necessário, E SEMPRE SERÁ NECESSÁRIO." (Communitorium, Ench. Patr. 2168).
Lembrando novamente...
Declarou Dom Marcel Lefebvre, que foi Arcebispo Emérito de Tulle, na França.
Quando eu era criança, a Igreja tinha por toda parte, a mesma fé, os mesmos sacramentos, o mesmo sacrifício da missa. Se me houvessem dito então que isto mudaria, eu não teria podido acreditar. Em toda a extensão da cristiandade se rezava a Deus da mesma maneira. A nova religião liberal e modernista semeou a divisão.
Duas religiões (católicas) se afrontam (os conservadores X modernistas); nós nos encontramos numa situação dramática, não é possível deixar de fazer uma escolha, mas esta escolha não é entre a obediência e a desobediência. O que se nos propõe, aquilo a que se nos convida expressamente, porquê nos perseguem, é escolher um simulacro de obediência. O Santo Padre, com efeito, não nos pode pedir que abandonemos nossa fé.
Nós escolhemos então conservá-la e não podemos enganar-nos atendo-nos àquilo que a Igreja ensinou durante dois mil anos. A crise é profunda, sabiamente organizada e dirigida, por sinal que se pode verdadeiramente crer que o chefe do empreendimento não é um homem, mas o próprio Satã. Ora é um golpe magistral de Satã ter chegado a fazer os católicos desobedecerem a toda a tradição em nome da obediência.
A autoridade, mesmo legítima, não pode ordenar um ato repreensível, mau. Ninguém pode obrigar qualquer pessoa a transformar seus votos monásticos em simples promessas. Igualmente ninguém pode fazer que nos tornemos protestantes ou modernistas.
Pois bem, eu não sou desta religião. Não aceito esta nova religião. É uma religião liberal, modernista, que tem seu culto, seus sacerdotes, sua fé, seus catecismos, sua Bíblia ecumênica traduzida em comum por católicos, protestantes, anglicanos (enfim seitas) jogando com pau de dois bicos, dando satisfação a todo o mundo, sacrificando muito freqüentemente a interpretação do magistério. Nós não aceitamos esta Bíblia ecumênica. Há a Bíblia de Deus, é Sua Palavra a qual não temos o direito de misturar com a palavra dos homens. (com as modas e novidades do mundo, para agradar aos homens e não a DEUS)
Logo é uma inversão total da Tradição e do ensino da Igreja que está se operando, depois do Concílio e pelo Concílio. Como poderíamos nós, por obediência servil e cega, fazer o jogo desses cismáticos que nos pedem colaboração para seus empreendimentos de destruição da Igreja? Eis porque estamos prontos e submissos para aceitar tudo o que for conforme à nossa fé católica, tal como foi ensinada durante dois mil anos mas recusamos tudo o que lhe é contrário".
Lembrando...
Em 1846 Nossa Senhora apareceu, em La Salette, a duas crianças: Maximino e Melânia.
     Posteriormente essa aparição teve aprovação da Igreja.
     É bem famoso aquela parte destas revelações chamada de "O Segredo de La Salette".
No contexto de La Salette há uma mensagem que deixou perplexos os católicos, na qual Nossa Senhora disse:
"Roma perderá a fé, e converter-se-á na sede do anticristo".

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Os dois Pilares que sustentam a Igreja: Maria e a Eucaristia - Sonho de Dom Bosco

Do site Maria Mãe da Igreja:

 
OS 2 PILARES QUE SUSTENTAM A IGREJA:
MARIA E A EUCARISTIA.
(Um sonho de Dom Bosco para estes tempos finais.)
 
QUEM FOI DOM BOSCO?
João Bosco, filho de Francisco Bosco e de Margarida Occhiena, nasceu no dia 16 de agosto de 1815, em Becchi, minúsculo grupo de casas da pequena localidade de Murialdo, pertencente a Vila de Castelnuovo d’Asti (atualmente chamado Castelnuovo Dom Bosco), na região de Alto Monferrato, na Itália Setentrional. Desde criança manifestou o desejo de tornar-se padre. Em 25 de outubro de 1835, João recebe o hábito talal no Seminário de Chieri, e em 5 de junho de 1841, a ordenação sacerdotal. Veio a falecer em 31 de janeiro de 1888, aos 72 anos. A pedido do Papa Pio IX, São João Bosco registrou sua vida, suas obras, e as revelações recebidas, em seis cadernos, com o título de Memórias do Oratório de 1835 a 1885.
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REVELAÇÕES SOBRENATURAIS.
Desde os nove anos, o santo teve contatos maravilhosos com o mundo sobrenatural. Ele via o que é oculto para o resto dos homens, o mistério dos corações, os segredos das consciências, os pensamentos mais íntimos, e até o futuro das crianças e o fim de suas vidas. Além disso, páginas inteiras de história, o caminho dos acontecimentos futuros, tudo isso ele lia com uma lucidez maravilhosa, com uma clarividência rara. 
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UMA VISÃO PROFÉTICA: Sonho das duas colunas e do navio.
Dom Bosco teve o sonho descrito abaixo em 1862, portanto antes da realização do Concílio Vaticano I, em 1870. Damos aqui a versão do sonho tal qual se acha na famosa obra de Lemoyne: Memórias Autobiográficas de Dom Bosco, vol VII, pp.169 a 171.
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“Dom Bosco, no dia 26 de maio, havia prometido aos jovens que lhes contaria alguma coisa bonita no último ou no penúltimo dia do mês. No dia 30 de maio, pois, contou, à noite, uma parábola ou semelhança, como ele quis chamá-la.
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 'Quero contar-lhes um sonho. É verdade que quem sonha não raciocina, todavia, eu, que lhes contaria até mesmo os meus pecados, se não tivesse medo de fazer que vocês todos fugissem e fazer cair a casa, lhes conto isso para utilidade espiritual de vocês. O sonho, eu o tive há alguns dias.
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Imaginem vocês estarem comigo numa praia do mar, ou antes, sobre um escolho isolado, e de não ver outro espaço de terra a não ser aquele que lhes está sob os pés. Em toda aquela vasta superfície das águas se via uma multidão inumerável de navios em ordem de batalha, cujas proas eram terminadas por um agudo esporão de ferro em forma de lança, que, onde era dirigido, feria e traspassava qualquer coisa. Estes navios estavam armados com canhões, carregados com fuzis e armas de todo gênero, com matérias incendiárias, e também com livros, e avançavam contra um navio muito maior e mais alto que todos eles. Por meio do esporão, tentam chocar-se com ele, incendiá-lo, ou ao menos causar-lhe todo o dano possível.
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Aquela nave majestosa, ricamente adornada, era escoltada por muitas navezinhas que recebiam dela os sinais de comando e executavam manobras para se defender das frotas adversárias.
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O vento lhes era desfavorável e o mar agitado parecia favorecer os inimigos. No meio da imensa extensão do mar elevavam-se acima das ondas duas robustas colunas, altíssimas, pouco distantes uma da outra. Sobre uma delas havia a estátua da Virgem Imaculada, em cujos pés pendia um longo cartaz com esta inscrição: Auxilium Christianorum (Auxílio dos Cristãos). Sobre a outra, que era muito mais alta e mais grossa, havia uma Hóstia de grandeza proporcional à coluna, e debaixo um outro cartaz com as palavras: Salus Credentium (Salvação dos que crêem).
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     O Pontífice Romano, comandante supremo da grande nau, vendo o furor dos inimigos e a má situação em que se achavam as suas fiéis navezinha, decide reunir junto de si os pilotos dos navios auxiliares, para acordarem sobre o que se deveria fazer. Todos os pilotos sobem e se reúnem em torno do Papa. Mantêm uma reunião, mas, enfurecendo-se cada vez mais o vento e a tempestade, eles são mandados de volta para dirigir seus próprios navios.
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Ocorrendo um pouco de calmaria, o Papa reúne pela segunda vez em torno de si todos os pilotos, enquanto a nau capitania segue o seu curso. Mas a borrasca volta espantosa. O Papa permanece no timão, e todos os seus esforços são dirigidos a levar a nau para o meio daquelas duas colunas, de cujo cimo pendem, em toda a volta delas, muitas âncoras e grossos ganchos presos a correntes.
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Os navios inimigos manobram para assaltá-la, e empregam todos os meios possíveis para detê-la e fazê-la afundar, algumas com livros e escritos; outras procurando lançar a bordo as matérias incendiárias de que estão cheias; outras com os canhões, com os fuzis, e com os esporões.
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O combate se torna cada vez mais encarniçado.  As proas inimigas se chocam violentamente com o navio do Pontífice, mas seus esforços e seu ímpeto se revelam inúteis. Em vão repetem o ataque e esgotam seu poder e munições. A grande nau prossegue segura e ilesa seu caminho. Ocorre por vezes que os golpes formidáveis descarregados em seus flancos abrem largas e profundas brechas, mas em seguida sopra um vento e as brechas se fecham e os furos se obstruem.
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E explodem os canhões dos assaltantes, despedaçam-se os fuzis, e todas as outras armas e os esporões; são destruídos muitos navios que se afundam no mar. Então, os inimigos, furibundos, começam a combater com armas brancas; e com as mãos, com os punhos, com blasfêmias e com maldições.
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Eis que o Papa, ferido gravemente, cai. Os que estão junto a ele correm a ajudá-lo e o levantam, mas o Papa é ferido pela segunda vez, cai de novo e morre.
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Um grito de alegria e de vitória ressoa entre os inimigos; sobre os seus navios se dá um louco frenesí. Mas tão logo morto o Pontífice, um outro Papa o substitui em seu posto. Os pilotos reunidos o elegeram tão subitamente que a notícia da morte do Papa chegou com a notíciada eleição do sucessor. Os adversários começam a perder o ânimo.
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O novo Papa dispersa e supera todos os obstáculos e guia o navio até as duas colunas. Chegando junto a elas, o ata com uma corrente que pendia da proa a uma âncora da coluna sobre a qual estava a Hóstia; e com uma outra corrente que pendia da popa o ata a uma outra âncora, que pendia da coluna sobre a qual estava colocada a Virgem Imaculada.
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Então, aconteceu uma grande reviravolta. Todos os navios, que até aquele momento tinham combatido a nau do Papa, fogem, se dispersam, se chocam entre si e se despedaçam. Uns naufragam e arrastam a outros. Muitas navezinhas que tinham combatido valorosamente com o Papa se aproximam das duas colunas atando-se a elas com correntes. Muitas outras naus que por temor tinham se afastado e se encontravam a grande distância ficam prudentemente observando, até que, desaparecidos nos abismos do mar os restos de todos os navios destroçados, com grande vigor vogam em direção daquelas duas colunas, onde, chegando, se prendem aos ganchos pendentes das mesmas colunas, e aí ficam tranqüilas e seguras, junto com a nau principal, sobre a qual está o Papa. No mar se produz uma grande calma.
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Dom Bosco, neste ponto, interrogou Dom Rua: 'Que pensa você deste relato?' Dom Rua respondeu: 'Parece-me que a nau do Papa seja a Igreja, da qual ele é o chefe: os navios, os homens, o mar são este mundo. Aqueles que defendem o grande navio são os bons afeiçoados à Santa Sé, os outros são os seus inimigos que com toda sorte de armas tentam aniquilá-la. As duas colunas de salvação, me parece que sejam a devoção a Maria Santíssima e ao Santíssimo Sacramento da Eucaristia.
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Dom Rua não disse nada sobre o Papa caído e morto, e Dom Bosco calou-se também sobre isso. Somente acrescentou: 'Disseste bem. É preciso somente corrigir uma expressão: as naus dos inimigos são as perseguições [à Igreja]. Preparam-se gravíssimos sofrimentos para a Igreja. O que até agora aconteceu é quase nada comparado com aquilo que deve acontecer. Os seus inimigos são figurados pelos navios, que tentam afundar, se pudessem, a nau capitania. Só restam dois meios para salvar-se entre tanta confusão: a devoção a Maria Santíssima e a freqüência à Comunhão. Todos devemos nos empenhar em os empregarmos e fazer com que sejam empregados em toda parte, e por todos. Boa noite!
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Essa visão de Dom Bosco, narrada e resumida em poucas palavras, é própria para os nossos tempos. Do muito que se poderia dizer, o que nos cabe salientar aqui é que Deus está mostrando aos homens, através do sonho de Dom Bosco, que existem dois pilares, os quais nós não poderemos nunca deixar que se percam, que sejam suprimidos, que sejam eliminados, que são a EUCARISTIA e a poderosa proteção da VIRGEM MARIA.
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A EUCARISTIA é a alma da igreja de Deus, o corpo precisa da alma para viver. Somos o corpo místico da igreja, portanto precisamos de Jesus-Alimento, Jesus-Eucaristia. Sem alimento, não vivemos mas morremos. Sem alimento espiritual, a alma perece; o corpo parece vivo mas a alma já está morta.
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A VIRGEM MARIA é a presença maior dada por Deus pai e por Jesus para livrar-nos do demônio. Ela cuida da Igreja de Jesus desde os primeiros tempos de sua formação. As incansáveis súplicas, advertências, lágrimas de sangue vertidas dos olhos de estátuas, as manifestações sobrenaturais ocorridas em aparições, bem como as mensagens deixadas por ela durante aparições, muitas das quais ainda hoje continuam, vêm atestar o cuidado de uma mãe zelosa e preocupada com seus descaminhados e descuidados filhos.
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Certo dia, o Santo Cardeal Schuster disse a um salesiano: "Vi reproduzida a visão das duas colunas, que apareceram a Dom Bosco. Diga a seus superiores que a façam reproduzir em imagens e postais e as difundam por todo o mundo católico, porque essa visão de Dom Bosco é de grande atualidade: a Igreja e o povo cristão só se salvarão com estas duas devoções: A Eucaristia e Maria, Auxílio dos Cristãos".
 
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O QUADRO “MARIA, MÃE DA IGREJA”
 
 
 
O quadro ao lado foi idealizado por Dom Bosco e pintado por Tomás Lorenzone (1824/1902).  A obra mede 4m de largura por sete de altura, e levou três anos para ser concluída.
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Segundo a descrição feita por Dom Bosco, o quadro é uma eficaz representação do título "Maria, Mãe da Igreja". Maria, enquanto Mãe do Filho de Deus, é a Rainha do céu e da terra: toda a Igreja, representada pelos apóstolos e pelos Santos, a aclama como Mãe e Auxiliadora poderosa.
 
 
 
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Descrição do quadro:
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Nossa Senhora é representada no alto, entre as nuvens, com o cetro na mão direita, símbolo do seu poder; com o braço esquerdo, segura o Menino Jesus, que tem os braços abertos para acolher e abençoar os que dele se aproximam, e oferecer as suas graças e a sua misericórdia a quem recorrer à sua augusta Mãe. A pomba, representação do Espírito Santo, estende suas asas sobre a cabeça da Virgem, que tem uma coroa de doze estrelas (que representam as doze tribos de Israel, pelas quais é venerada como Rainha dos céus e da terra). Também os anjos a sua volta lhe prestam homenagem como sua Rainha. Mais em cima está o olho de Deus Pai, que ilumina tudo de vivíssima luz.
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Os Apóstolos Pedro (com as chaves) e Paulo (com a espada) ocupam no quadro o lugar principal, depois da Virgem Mãe. Os dois estendem os braços para Nossa Senhora, como para impetrar sua proteção. Atrás deles, estão os quatro Evangelistas, com os respectivos símbolos. À direita, São Lucas, sentado sobre o touro, leva-nos a pensar no lugar do sacrifício, próprio do Antigo Testamento. Com efeito, o Evangelho de São Lucas começa com o sacrifício do sacerdote Zacarias. Acima de Lucas, está São Mateus, coberto com um manto branco, tendo nos braços o menino em forma de anjo, porque ele começa o seu Evangelho, enumerando os antepassados humanos de Jesus. À esquerda, São Marcos, sentado sobre o leão, para lembrar o grito que o Evangelista brada, no começo do seu Evangelho, quando diz: "Voz que clama no deserto: preparai o caminho do Senhor!" Mais acima, é representado São João Evangelista. Das nuvens que estão na frente dele, aparece uma águia, para significar que ele, escrevendo o Evangelho, levantou o vôo como águia,e viu ao longe o que estava previsto para acontecer à humanidade. Os Apóstolos, em diversas atitudes, aos pés de Nossa Senhora, carregam os instrumentos de seu martírio. No fundo da pintura está a cidade de Turim, com o santuário de Valdocco em primeiro plano e a colina de Superga ao fundo, com o templo dedicado à Virgem Mãe de Deus, Maria Santíssima.      
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Abaixo, a imagem do interior da Basílica de Maria Auxiliadora, em Turim (Itália), onde foi colocado o quadro de Maria, Mãe da Igreja. Este Santuário foi erigido por São João Bosco como monumento de reconhecimento à Virgem Maria, com o título AUXILIADORA. Foi neste local que São João Bosco iniciou sua obra com os jovens. 
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Do site Maria Mãe da Igreja