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quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Roupas e o arrependimento de uma abortista

12 novembro, 2015

Para que servem as roupas?

(o hábito não faz o monge, mas a casca protege o fruto)
Por Padre Luiz Carlos Lodi da Cruz – Pró Vida Anápolis
A feminista brasileira Sara Winter, conhecida por sua militância pró-aborto, após ter dado à luz, publicou em 14/10/2015 na sua página do Facebook um texto com o título “Eu me arrependi de ter abortado e hoje peço perdão”. Eis um trecho do que ela escreveu:
Amanhã faz um mês que meu bebe nasceu e minha vida ganhou um novo sentido. Estou escrevendo isso enquanto ele dorme sereno no meu colo. É a melhor sensação do mundo.
Eu ensaiei este texto milhares de vezes durante meses na minha mente e talvez ele não saia tão brilhante como eu gostaria que saísse, mas o mais importante que gostaria de que chegasse a vocês é que, por favor, mulheres que estão desesperadas para abortar, pensem muito, eu me arrependi muito, não quero o mesmo destino pra vocês[1].
Além disso, Sara passou a criticar a ideologia de gênero, tão cara às suas colegas feministas. Em seu artigo “Meu filho é XY e sou muito feliz com isso”, de 17/10/2015, ela diz:
Algumas pessoas têm comentado aqui na page sobre o que eu acho da Teoria de gênero.
Quero deixar claro que há mais de 1 ano eu mudei minha concepção de gênero.
Eu não acredito que uma pessoa possa se identificar com um gênero e a partir de então pertencer a ele. Ou seja, essa ladainha de “eu sou mulher porque me sinto mulher”, eu não acredito e não apoio.
Pra mim mulher é quem nasce com vagina e homem é quem nasce com pênis.
[…]
Não se ‘vira’ mulher quando se passa batom, coloca silicone e começa a falar fino. Ser mulher é MUITO MAIS DO QUE ISSO. Assim, como duvido muito que uma mulher que coloque roupas largas e corte o cabelo terá privilégio que homens tem, como ganhar um salário 30% maior, tem mais segurança na rua…
Como se vê, ela admite diferenças naturais entre os sexos e não aceita que tudo se reduza ao modo de falar, de cortar o cabelo ou de se vestir. Curiosamente, ao falar da diferença no vestuário, Sara não falou aquilo que espontaneamente se falaria há algumas décadas, ou seja, que as mulheres usam saias e os homens vestes calças. Hoje parece que essa diferença deixou de existir. O que ela vê de diferente é que os homens usam “roupas largas”, o que implica que as mulheres usam roupas justas ou apertadas.
Qual a função das roupas?
“Ora, os dois estavam nus, o homem e sua mulher, e não se envergonhavam” (Gn 2,25). Antes do pecado original, Adão e Eva gozavam de um dom chamado integridade. Por esse dom, os sentidos e os instintos estavam harmoniosamente submissos à razão. A visão do corpo do outro, mesmo de seus órgãos reprodutores, não era capaz de causar excitação, a menos que avontade consentisse segundo a reta razão. Por isso, não havia necessidade de se cobrir o corpo.
Sem dúvida os dois praticariam o ato sexual (“os dois serão uma só carne”), mas só quando a razão determinasse. E o instinto sexual estava perfeitamente submisso à razão.
Depois do pecado original, a integridade se perdeu. Adão e Eva “descobriram” que estavam nus e se envergonharam. A partir daí, os instintos rebelaram-se violentamente contra a razão, sobretudo o instinto sexual. A virtude da castidade – que é o controle desse instinto – passou a exigir muita luta e vigilância. Foi necessário cobrir o corpo.
Adão e Eva, envergonhados, cingiram-se (cobriram a cintura) com folhas de figueira (Gn 3,7). Deus, porém, não achou tal cobertura suficiente, e deu-lhes túnicas de peles de animais, para que se vestissem (Gn 3,21).
Hoje, portanto, as roupas são necessárias para se conservar a castidade.
Qual é a função das roupas? Segundo São João Paulo II, as roupas cobrem o corpo para nos deixar ver os valores da alma:
A necessidade espontânea de ocultar os valores sexuais vinculados à pessoa é o caminho natural para revelar o valor da pessoa em si mesma[2].
De fato, se não cobríssemos o corpo, o instinto carnal gritaria tanto, com sede de prazer, que a razão ficaria obscurecida, incapaz de conhecer a alma.
A pureza exige o pudor. Este é parte integrante da virtude da temperança. O pudor preserva a intimidade da pessoa. Consiste na recusa de mostrar aquilo que deve ficar escondido (Catecismo da Igreja Católica, 2521).
A diversidade de roupas masculina e feminina tem um fator cultural, mas não é um produto exclusivo da cultura. Homens e mulheres têm corpos diferentes e essa diferença natural influi sobre o modo de vestir que convém a cada sexo. A mulher tem a pelve (bacia) mais larga e o osso sacro mais curto e mais largo. O motivo dessa disposição óssea é abrigar o bebê durante a gravidez. Daí a conveniência de que as roupas femininas sejam largas na altura dos quadris. Por esse motivo, durante séculos consolidou-se o uso de saias pelas mulheres. De fato, a saia adapta-se perfeitamente ao corpo da mulher não apenas com decência, mas com uma particular elegância.
Esqueleto masculino e feminino
Não se pode dizer o mesmo da calça. Raramente se encontra uma calça suficientemente folgada para ser decente em um corpo feminino. Hoje, com a generalização do uso da calça jeans pelas mulheres, verifica-se o que foi observado por Sara: enquanto os homens usam “roupas largas”, as mulheres, em sua grande maioria, vestem calças tão apertadas, que põem em realce as coxas e as nádegas. O costume de vestir-se imodestamente causou a perda do senso do pudor.
Em 12 de junho de 1960, o Cardeal de Gênova, Giuseppe Siri, escreveu uma “Notificação relativa às mulheres que vestem roupas de homem”[3], referindo-se ao recente uso de calças compridas por moças e senhoras de sua Diocese. Dizia o Cardeal que esse tipo de roupa, geralmente colada ao corpo, dava-lhe a mesma preocupação que as roupas que expõem o corpo. Mas a imodéstia das calças não era o único problema para o Cardeal. Mais grave que isso, o uso de roupas masculinas causava uma alteração da psicologia da mulher, levando-a a querer “ser igual ao homem” e a competir com ele, por considerá-lo mais forte, mais livre e mais independente. Assim, ela via sua feminilidade como inferioridade, e não como diversidade. Além disso, ao usar roupas iguais às do seu marido, a mulher eliminava um dos sinais externos da diversidade dos sexos. E isso tenderia a corromper as relações entre os sexos.
Parece que o Cardeal já estava pressentindo como o uso de calças pelas mulheres favoreceria a difusão da ideologia de gênero e seus postulados, em particular o da anulação das diferenças sexuais.
Hoje assistimos a um movimento semelhante, no sentido inverso: homens advogando o direito de usar saias, a fim de libertar-se da “ditadura da calça”. Em 2008, o jornal francêsLiberation noticiava a existência da Associação Homens de Saia (Hommes en Jupe). Seu fundador, Dominique Moreau, defendia a “emancipação masculina”, reivindicando o “direito de dispor plenamente do próprio corpo, nos moldes da liberação feminina”[4].
Dominique Moreau
[Dominique Moureau]
Tudo isso nos faz lembrar o que dizia o saudoso Bispo de Anápolis Dom Manoel Pestana Filho: “O feminismo trouxe, primeiro, a masculinização da mulher; depois, a feminização do homem; por fim, a bestialização de ambos”.
Anápolis, 6 de novembro de 2015.
Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz

[2] WOJTYLA, Karol. Amor e responsabilidade: estudo ético. São Paulo: Loyola, 1982, p. 159-160.
[3] Cf. HAMMOND, Colleen. Dressing with Dignity. TAN, Charlotte, 2005. Appendix 3.

A criação é projeto inteligente de Deus

A Terra e todos os seus muito diferentes sistemas geológicos e oceanológicos são o produto de um Planejador infinitamente sábio, de um Criador onipotente e de um Sustentador absolutamente fiel.
Se não temos nenhum problema em dizer que o conjunto da Enciclopédia Britânica é o resultado de um projeto inteligente, então eu não sei por que poderíamos ter problema em dizer que os próprios seres humanos — bem como o sistema climático — são o resultado de um projeto inteligente.

(
Continuação de 'COP21: “pressão moral” ou “pressão imoral?”')


CatolicismoO senhor julga que os norte-americanos são mais propensos que outros povos a uma visão objetiva sobre a questão do aquecimento global? Eles são receptivos à mensagem da Cornwall Alliance e de organizações similares?
Calvin Beisner — Comparadas com sondagens realizadas em várias partes do mundo, constata-se que a população americana é mais cética do que a europeia quanto ao “perigo do aquecimento global provocado pelo homem”.
Contudo, eu tenho dúvidas de que tenhamos informações de boa qualidade a esse propósito dos povos da África, Ásia e América Latina. Mas constata-se que os americanos tendem a ser um pouco mais céticos, e possivelmente há uma série de razões para isso.
Por um lado, historicamente a Europa vem sendo muito mais habituada a um sistema burocrático do que os Estados Unidos.
Infelizmente, penso que também nós estamos sendo levados por esse caminho já que, aqui também, a mensagem alarmista serve de escusa à expansão de uma burocracia estatal.
Mas isso é apenas um aspecto do problema. Os Estados Unidos se mantiveram muito mais ativos na fé cristã ao longo do século passado do que a Europa.
O fato de que historicamente nos Estados Unidos dedica-se mais tempo a leitura das Sagradas Escrituras, provavelmente contribuiu a que seu povo seja mais cético sobre um aquecimento global causado pelo homem.
Penso que isso se dá porque o alarmismo sobre o aquecimento global carece de evidência científica sólida e empírica.
Também, esse alarmismo é inerente e intuitivamente incompatível com aquilo que as Escrituras nos ensinam sobre Deus e a sua Criação, e tudo isso é causa desse ceticismo.
A noção de que uma mudança minúscula na composição química da atmosfera — de 28 milésimos de 1% a 56 milésimos de 1% de dióxido de carbono, durante um período de várias centenas de anos — venha a ser a causa de resultados cataclísmicos em termos de aquecimento global (com o derretimento as calotas polares, conjugado com um aumento do nível dos mares e um grande incremento das tormentas meteorológicas e coisas do gênero), é muito inconsistente com aquilo que nos ensinam as Sagradas Escrituras.
Isto é, que a Terra e todos os seus muito diferentes sistemas geológicos e oceanológicos são o produto de um Planejador infinitamente sábio, de um Criador onipotente e de um Sustentador absolutamente fiel.
Lemos no Gênesis (1,31): quando Deus criou tudo, Ele considerou o conjunto “muito bom”. Se eu fosse um arquiteto e projetasse edifícios nos quais, se alguém se apoiasse em uma de suas paredes, e a estrutura daquele edifício ampliasse a pressão do peso do corpo, levando todo o edifício a desmoronar, alguém me consideraria um brilhante arquiteto?
Penso que não. Ora, é injuriar a Deus considerá-Lo tão péssimo arquiteto.
O Dr. Roy Spencer, um dos membros mais antigos da Cornwall Alliance, diretor de pesquisa científica no Centro de Ciência do Sistema Terrestre da Universidade do Alabama e líder da equipe do Programa Satélite Aqua de Sensoriamento Remoto da NASA (que é a fonte de dados de todas as horas de cada dia do ano, sobre a temperatura atmosférica global em todas as latitudes, longitudes e elevações, fonte de dados de temperatura mais abrangente que existe), pensou:
“Bem, os modelos climáticos todos supõem que as nuvens são afetadas pelo aquecimento de superfície, de forma a aumentar esse aquecimento. Eu me pergunto quão verdadeira é essa suposição.”
Então ele projetou alguns testes e trabalhos de observação, utilizando a rede dos satélites de que dispunha e descobriu que o oposto é a realidade.
Que as nuvens respondem ao aquecimento da superfície, minimizando-o, reduzindo-o. E elas respondem ao esfriamento da superfície, também minimizando-o.
Em outras palavras, na realidade as nuvens funcionam como termostato para a Terra.
Entretanto, todos os modelos catastrofistas pressupõem que as nuvens representavam uma reação positiva. Seu trabalho de observação indicou que há, pelo contrário, reação negativa.
Assim, uma vez mais a fé cristã pode nos abrir olhos para a evidência da observação científica, à qual, de outro modo, poderíamos não prestar atenção.

Catolicismo
— Poder-se-ia dizer que foi planejado?

Calvin Beisner — Pode-se dizer isso. Obviamente, o projeto da Criação inteligente é odiado pelos cientistas laicistas, mas eu não acho que se possa fugir dele.
Se não temos nenhum problema em dizer que o conjunto da Enciclopédia Britânica é o resultado de um projeto inteligente, então eu não sei por que poderíamos ter problema em dizer que os próprios seres humanos — bem como o sistema climático — são o resultado de um projeto inteligente.
Uma célula envolve o intercâmbio de uma massa de informações milhões de vezes maior do que a Enciclopédia. Essas informações não surgiram por acaso. Outro exemplo, a ordem interna dos cristais pode se produzir aparentemente por acaso, mas não as informações da estrutura celular.

(Continua.)
Luis Dufaur, escritor, edita o blog Verde, a Cor Nova do Comunismo.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Missa Afro?

Frei Clemente Rojão: Missa Afro não existe. Como é perigoso estar cego por ideologia ao ponto de não ver os fatos


10.11.2015 - Leitor me mandou este mimo da adorável diocese de Guarulhos.
n/d
n/d
Vem cá, o pé de moleque é para a "eucaristia afro"? Alguém da "coordenação litúrgica" andou vendo despacho de macumba e misturou os departamentos..
Enquanto no Brasil fazem umas carnavalizações semi-umbandistas e chamam de "Missa Afro", na África da vida real cardeais e bispos conservadores levam a chama da boa liturgia e da sã doutrina, ao ponto de deterem europeus liberais de mudar a fé da igreja em golpes palacianos sinodais.
Como é perigoso estar fora da realidade! Como é perigoso estar cego por ideologia ao ponto de não ver os fatos! Cultura africana, se existe uma única (existem várias), não é esta mistura de candomblé com axé do nosso imaginário provinciano brasileiro.
Estes senhores, se soubessem desta besteira, falariam um monte...
n/dn/d
Fonte: www.freirojao.com.br

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Até tú Itaú?

Graças à atuação de pesquisadores e articulistas independentes que apresentam seus trabalhos na Internet, fica cada vez mais evidente ao público brasileiro a forma como operam alguns agentes que, considerados, num primeiro momento, como parceiros do livre mercado, pouco a pouco revelam intenções opostas aos alicerces de uma nação livre. Como exemplo fulcral desta realidade, que se desvenda de forma chocante para muitos, temos o Banco Itaú e uma rede de organizações civis promovendo esforços para a modificação radical dos valores da sociedade, por meio de ações culturais, políticas, legislativas e jurídicas.
Neste breve artigo, apresento um pequeno recorte das principais organizações civis e fundações que atuam em parceria com o Banco Itaú com o objetivo de estabelecer o “controle social” sobre a publicidade, redações de jornais, grades de tevês e dos conteúdos midiáticos, por meio de “novas práticas”, legislações e sanções jurídicas, com a finalidade de disseminar valores em sintonia com as suas agendas políticas.
1 - Controle econômico dos meios de comunicação
O Instituto Alana é presidido por Ana Lúcia Vilela, uma das principais acionistas do Banco Itaú. O Alana (Itaú) investe em "advocacy", lobbie político e sanções jurídicas contra as empresas (marcas) no Congresso Nacional e no STF, por meio da elaboração e do acompanhamento de inúmeros “Projetos de Leis” voltados para o fim da publicidade dirigida à infância. Ameaçam, assim, as liberdades de imprensa e informação através da asfixia das receitas dos veículos de mídia (tevês, revistas, agências de publicidade e produtoras), além de disseminar o sentimento de desconfiança contra as marcas, isto é, de aversão ao livre mercado.
Links: http://criancaeconsumo.org.br/advocacy/legislacao-nacional/
http://criancaeconsumo.org.br/acoes-juridicas/
Diretoria
Presidente: Ana Lucia de Mattos Barretto Villela (acionista Itaú)
Vice-Presidente: Alfredo Egydio Arruda Villela Filho (acionista Itaú)
Vice-Presidente: Marcos Nisti (marido de Ana Lucia de Mattos Barretto Villela)
Conselho Consultivo
Frei Betto (divulgador da Teologia da Libertação, amigo de Lula)
Claudia Leme Ferreira Davis
Jordana Berg
Maria Lúcia Zoega de Souza
Paulo Velasco
Links: http://alana.org.br/saiba-mais/
2 - Disseminado os “novos valores” por meio do cenário cultural
A preocupação com a infância por parte do Alana tem sido motivo de investimentos vultuosos em eventos, sites, logística, produção de documentários e filmes sobre o tema “Consumo e infância”. Para o pessoal do Alana, comer biscoitos faz mal e comprar brinquedos novos pode ser nocivo à infância. Chocolates e refrigerantes então, são pecados graves. Através de eventos, filmes e documentários, o Alana (Itaú) investe na viralização dos valores que devem dirigir o pensamento de pais e crianças neste “novo mundo sustentável”. Uma pauta que sempre se opõe ao livre mercado e às liberdades civis, disseminada por meio do ambiente cultural.
Links: http://criancaeconsumo.org.br/videos/
http://criancaeconsumo.org.br/publicacoes/
3 - Indentificando a rede
O Alana atua em parceria constante, entre outras grandes organizações, com a Andi, organização civil não governamental que promove a regulação da mídia, do jornalismo, da publicidade e dos conteúdos audiovisuais, sobretudo, os conteúdos dirigidos à infância e juventude, por meio da elaboração de “práticas éticas”. Essas duas grandes organizações da “ sociedade civil organizada”, Alana e Andi, disseminam as regras elaboradas por elas e pela rede de organizações parceiras (atenção para a rede de organizações e corporações) em universidades, redações de jornais, revistas, tevês e por meio de lobbie político junto ao Governo Federal e no Congresso Nacional.
Links:
http://www.andi.org.br/pagina/regulacao-da-midia
http://www.andi.org.br/regulacao-da-publicidade-infantil
http://www.andi.org.br/politicas-de-comunicacao/publicacao/infancia-e-consumo-estudos-no-campo-da-comunicacao

3.1 - Itaú- Alana: os Parceiros

Dentre os diversos parceiros de incontestável relevância no cenário nacional internacional, alguns destacam-se por sua influência no governo federal e no cenário cultural. Observem quem são e qual agenda política-ideológica esta rede de corporações, Ongs, universidades e orgãos públicos estão direcionados:
Andi, Greenpeace, Institutp Akatu, Intervozes (Ford Fundation), Escritório Modelo Puc-SP, Ministério Público de São Paulo, entre outros.
link: http://criancaeconsumo.org.br/parceiros
4 - A Andi e as políticas públicas para a infância e juventude
O poder que a Andi possui na formulação de políticas públicas da comunicação dirigida à infância e juventude, sob a tutela do Estado Brasileiro, suscita o questionamento sobre o respeito à nossa democracia, pois tratam-se de pessoas que não foram eleitas como legisladores, porém que atuam com o mesmo poder de nossos representantes legislativos no Congresso Nacional. Confiram:

"Criada formalmente em 1993, mas atuando de maneira voluntária desde 1990, a ANDI é uma organização da sociedade civil, sem fins de lucro e apartidária, que articula ações inovadoras em mídia para o desenvolvimento. Suas estratégias estão fundamentadas na promoção e no fortalecimento de um diálogo profissional e ético entre as redações, as faculdades de comunicação e de outros campos do conhecimento, os poderes públicos e as entidades relacionadas à agenda do desenvolvimento sustentável e dos direitos humanos".

Agora, observem a “influência” que o secretário executivo da Andi, o senhor Veet Vivarta, possui nas políticas da Comunicação no Brasil:
“A Andi e a Rede Andi Brasil – com base na larga experiência acumulada no campo da comunicação e infância/adolescência – estão desenvolvendo uma série de ações de fortalecimento desta relação, objetivando oferecer subsídios para o debate sobre alguns itens considerados prioritários quando estão em jogo os direitos de meninos e meninas. O presente documento é parte deste processo e apresenta-se como insumo para a formulação, neste campo, de uma agenda para o Brasil”. (Extraído do site oficial da Andi)
Fonte: “Infância e Comunicação, uma agenda para o Brasil”, Pag. 1.
“(…) a Andi e a Rede Andi Brasil têm desenvolvido uma série de iniciativas para promover uma articulação relacionada aos campos sócio-políticos da infância e adolescência e da comunicação, pensando em favorecer uma discussão qualificada e permanente sobre a questão. Atualmente, essas ações contam com o apoio do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (CONANDA) e da Fundação Itaú Social” (Extraído do site oficial da Andi).
Fonte : “Infância e Comunicação, uma agenda para o Brasil”, Pag. 4.
Link: http://www.andi.org.br/politicas-de-comunicacao/publicacao/infancia-e-comunicacao-uma-agenda-para-o-brasil
Link: http://www.andi.org.br/portal-andi/page/historia
“Com Veet Vivarta e Ely Harasawa (Secretária Adjunta de 2005 a 2008) este processo de expansão se consolidou. Realizaram-se ações (sobretudo com análises de mídia) em áreas como a responsabilidade empresarial, mudanças climáticas, ciência e tecnologia, questões de gênero, novas tecnologias sociais e marcos legais das comunicações.
“O diálogo com as redações e o desenvolvimento de oportunidades de qualificação de jornalistas e fontes de informação passou a também considerar temas que afetam a agenda dos direitos humanos e do desenvolvimento sustentável como um todo (tais como séries de oficinas sobre direitos humanos, tecnologias sociais e mudanças climáticas). Houve, também, um esforço no sentido de um diálogo cada vez mais sistemático com as universidades e faculdades de comunicação – instituições centrais para a formação dos futuros profissionais de comunicação”.

“Como consequência do trabalho do Secretário Executivo Veet Vivarta, em 2011, depois de avaliadas as crescentes contribuições em outras áreas temáticas, a ANDI ressignifica sua existência. Agora como ANDI – Comunicação e Direitos, a missão se amplia, manifestando-se segundo três vetores: Infância e Juventude, Inclusão e Sustentabilidade e Políticas de Comunicação”.

Fonte: http://www.andi.org.br/portal-andi/page/historia
Fonte: http://www.andi.org.br/portal-andi/page/historia
Todos esses fatos são de suma importância para a compreensão táctica sobre como enfrentar os promotores da engenharia social em execução no Brasil. Enquanto não se tornar de conhecimento de todos, de forma clara, quais organizações estão envolvidas nesta guerra cultural gramsciana e como está sendo implantada a engenharia social de doutrinação político-ideológica pela mídia, todos os esforços de combate às agendas socialistas anti-cristãs se tornam efêmeros, à medida que não se bloqueia a poderosa ação destas macro-organizações que invadiram e dominaram o Estado, as redações e as universidades.
Onde atuam, como atuam, por quais políticas e por meio de quais órgãos e agências reguladoras influenciam - de forma determinante - a produção de conteúdos audiovisuais? Estas são respostas vitais que precisam ser analisadas por especialistas e sobretudo, por membros do judiciário imbuídos de livrar o Brasil do flagelo socialista totalitário.
5 - Alana e Andi: unidos pelo fim da publicidade de alimentos e da independência econômica dos veículos da grande mídia
5.1 - Por meio de “advocacy” e lobbie político, empresas produtoras de alimentos estão sofrendo um verdadeiro Bullying midiático, legislativo e jurídico. No site do “Projeto Criança e Consumo”, do Alana Itaú, encontramos ações jurícas, como as que são apresentadas a seguir:
5.2 - Promoção de denúncias:

“Nesse espaço, você pode denunciar qualquer forma de comunicação mercadológica que estimule o consumismo infantil ou viole a integridade, dignidade e os direitos e garantias das crianças brasileiras. Sua denúncia será analisada pela equipe do Projeto Criança e Consumo. Você também pode ser um promotor dos direitos das crianças em sua comunidade, de forma autônoma. No site do Projeto Prioridade Absoluta, também do Instituto Alana, Itaú você encontra um passo a passo - assim como os modelos redigidos - para encaminhar sua denúncia. Clique aqui e saiba como fazer” (Site oficial Criança e Consumo/ Alana).

Link: http://criancaeconsumo.org.br/denuncie/

5.3 - Perseguição moral e jurídica de marcas.

“Com o objetivo de promover seu parque de diversões, a empresa distribuiu anúncios sobre a existência do Kidzania em locais públicos da cidade de São Paulo, como nas estações da linha 4 Amarela do Metrô, em relógios de rua, e em meios de comunicação, como sites, revistas e Facebook. O Projeto Criança e Consumo do Instituto Alana entende que práticas comerciais como a desenvolvida pelo Kidzania são abusivas, e, portanto, ilegais, por desrespeitarem a proteção integral e a hipervulnerabilidade da criança, em patente violação ao artigo 227, da Constituição Federal, diversos dispositivos do Estatuto da Criança e do Adolescente, artigos 36, 37, § 2º e 39, IV, do Código de Defesa do Consumidor e Resolução 163 do Conanda.

Por conta disso, em 6.4.2015, o Instituto Alana, por meio de seu Projeto Criança e Consumo, enviou notificação à empresa A Edutenimento Entretenimentos do Brasil Ltda. (‘Kidzania’), com o objetivo de solicitar informações acerca do direcionamento de publicidade ao público infantil para promoção do parque de diversões Kidzania no prazo de 15 dias” (Site oficial Criança e Consumo/Alana Itaú).

Link: http://criancaeconsumo.org.br/acoes/edutenimento-entretenimentos-do-brasil-ltda-parque-de-diversoes-kidzania/

6 - Para conhecer as inúmeras ações jurídicas do Itaú Alana contra empresas e marcas

Link: http://criancaeconsumo.org.br/acoes-juridicas/
À esta altura, você deve estar se perguntando quem são esses “iluminados” que desejam proibir nossas crianças de comer biscoitos, sanduíches e guloseimas, prazeres tão próprios da infância? Prazeres inocentes, diga-se de passagem.
A resposta a esta pergunta pode ser verificada nas publicações realizadas pela parceira Alana (Itaú)/ Andi, como esta, assinada pelo senhor Veet Vivarta, Secretário Executivo da Andi :
“O Instituto Alana e a ANDI Comunicação e Direitos lançam o livro “Publicidade de Alimentos e Crianças”, que traz um relato aprofundado das políticas de regulação da publicidade de alimentos no Brasil e no mundo, comparando as iniciativas de diferentes países"(sites oficiais da Andi e Alana).
Link:
http://www.andi.org.br/pauta/livro-debate-regulacao-da-publicidade-de-alimentos-no-mundo
http://criancaeconsumo.org.br/publicacoes/

O “iluminado” parceiro do Alana para as políticas da Comunicação dirigidas à infância no Brasil , o senhor Veet Vivarta, é também autor de livros, como “ O caminho do Mago”, cujo tema é inspirado no satanista Aleister Crowley.

Link: http://www.skoob.com.br/livro/197560-o-caminho-do-mago

“A primeira terapia alternativa começou em setembro de 1990 com o curso vivenciado de Tarot (Thoth) – do mago inglês Aleister Crowley –, que teve como facilitador e orientador o maravilhoso tarólogo catarinense Veet Vivarta, discípulo do guia espiritual Osho e que já tinha estado em Puna, na Índia, no centro de meditação e autoconhecimento deste mestre espiritual indiano. Veet Vivarta é filho do jornalista, roteirista de cinema e escritor Salin Miguel. O curso, que constituiu-se de teoria, prática e vivência, foi dado no Museu Cruz e Sousa, localizado na Praça XV, no centro de Florianópolis, e seguiu as determinações de uma apostila com o título de “Tarot – O espelho da alma”, de autoria do alemão Gerd Ziegler”.
Fonte: http://www.recantodasletras.com.br/contoscotidianos/2465974
7 - Os parceiros da Andi
A Andi possui como parceiros grandes fundações internacionais, apoiadoras do Forum Social Mundial, e parceiros estratégicos no Governo Federal. A seguir, alguns de relevante significado:
Itaú Social , Fundação Ford, Open Society, Instituto Akatu, Cfemea, Unesco, Unicef, Fundação Lemann, Fundação W. K. Kellogg, Fundação Avina, Fundação Banco do Brasil, Vale, Fundação O Boticário, Fundação Telefônica, Secretaria de Direitos Humanos, Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres., Insituto Alana, Instituto Patrícia Galvão, dentre outros.
http://www.andi.org.br/portal-andi/page/parceiros
8 - Conclusão
A investigação sobre a legalidade ou não da atuação institucional desta rede urge ser realizada por especialistas em direito constitucional. Sobretudo, por envolver bancos do porte do Itaú, fundações bilionárias internacionais (Ford, Rockefeller, Open Society), e organizações como a Unesco e Ong's abortistas como o Cfemea. A questão é de extrema gravidade, pois trata-se da soberania nacional brasileira, da liberdade econômica da iniciativa privada, da liberdade de pensamento e crença, pois o que está posto diante ao que foi exposto diz respeito à manipulação mental da sociedade brasileira, via políticas da comunicação. Um projeto em plena execução por socialistas e satanistas, senhores de um gigantesco poder econômico, pesando sobre o Brasil.

O Aborto e os EUA

10 de novembro de 2015

Os Estados Unidos conseguirão sobreviver ao aborto?


Os Estados Unidos conseguirão sobreviver ao aborto?

Bill Federer
“Nunca senti que se deveria cometer algum aborto — penso que cada aborto é o resultado de uma série de erros,” declarou o presidente Jimmy Carter aos jornalistas no Hotel Ritz-Carlton em Washington, D.C., em 3 de novembro de 2005, com relação ao seu livro “Our Enduring Values: America’s Moral Crisis” (Nossos Valores Permanentes: a Crise Moral dos Estados Unidos).
O presidente Carter continuou: “Nunca me convenci, se você permitir que eu injete meu Cristianismo na questão, que Jesus Cristo aprovaria o aborto… Sempre achei que a maioria do público americano não tem a tendência de ser extremamente esquerdista em muitas questões. Penso que os líderes do nossos partido — alguns deles — estão exagerando em ênfase na questão do aborto.”
Em 22 de janeiro de 1973, as decisões Roe versus Wade e Doe versus Bolton do Supremo Tribunal dos EUA permitiram o aborto em todos os nove meses da gravidez.
Vinte três anos mais tarde, Norma McCorvey, que era a “Jane Roe” no caso jurídico Roe versus Wade, foi entrevistada pela revista USA Today.
Ela declarou que certa vez, enquanto estava empregada numa clínica num momento em que ninguém estava dentro: “Entrei na sala de operação e me deitei na mesa… tentando imaginar como seria ter um aborto… me desmanchei em choro.”
No programa World News Tonight da TV ABC, Norma McCorvey disse: “Penso que o aborto é errado. Penso que o que fiz com Roe versus Wade foi errado.”
Quando Caim matou Abel no Livro de Gênesis, capítulo 4, o Senhor perguntou a Caim: “Que fizeste? Ouve! Da terra, o sangue do teu irmão clama a mim.” (KJA)
Se o sangue da morte de uma única pessoa inocente clama por juízo, quanto clamor haveria com as mortes de 56 milhões de inocentes bebês em gestação que já ocorreram nos EUA?
A Madre Teresa de Calcutá declarou no Café-da-Manhã Nacional de Oração em Washington, D.C., em 3 de fevereiro de 1994, na presença de Bill e Hillary Clinton: “O maior destruidor da paz hoje é o aborto, pois é uma guerra contra a criança, um assassinato direto da criança inocente, assassinato cometido pela própria mãe, e se aceitarmos que uma mãe pode matar até seu próprio filho, como conseguiremos dizer às outras pessoas que não matem umas as outras?”
A Madre Teresa acrescentou: “Qualquer país que aceitar o aborto não está ensinando seu povo a amar, mas a usar a violência para conseguir o que quer. É por isso que o maior destruidor do amor e da paz é o aborto… Muitas pessoas estão também preocupadas com toda a violência neste grande país dos Estados Unidos… Mas muitas vezes essas mesmas pessoas não estão preocupadas com os milhões que estão sendo mortos pela decisão deliberada de suas próprias mães… Jesus disse, ‘Quem recebe uma criança em meu nome, me recebe.’… Ao abortar uma criança, um casal recusa receber Jesus. Por favor, não matem a criança… Deem a criança para mim. Estou disposta… a dar essa criança para um casal casado que amará a criança e será amado pela criança.”
A Madre Teresa continuou: “Só de nosso lar de crianças em Calcutá, salvamos mais de 3 mil crianças do aborto… Os Estados Unidos podem se tornar um sinal de paz.”
A Madre Teresa concluiu: “Dos EUA, precisa irradiar para o mundo um sinal de cuidado pelos fracos — a criança em gestação… então realmente vocês serão leais ao que os fundadores deste país defenderam.”
Ronald Reagan escreveu em seu artigo “Aborto e a Consciência da Nação,” publicado na revista The Human Life Review em 1983: “Lincoln reconheceu que não conseguiríamos sobreviver como uma terra livre quando alguns homens pudessem decidir que outros não eram dignos de ser livres e deveriam ser escravos… Da mesma forma, não podemos sobreviver como uma nação livre quando alguns homens decidem que outros não são dignos de viver e deveriam ser abandonados ao aborto.”
Traduzido por Julio Severo do original do WND (WorldNetDaily): Can America survive abortion?

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

A confissão de Lula


Cuidado se você não sofre tentações !!

| Categoria: Espiritualidade

Cuidado se você não sofre tentações!

São melhores as amarguras e as provações da batalha, que preparam o Céu, à paz e à tranquilidade deste mundo, que pavimentam a estrada para o inferno.

Uma famosa oração, atribuída a Santo Agostinho, e rezada por quem se prepara para a Santa Escravidão a Nossa Senhora, possui uma frase digna de profunda meditação: “Ó Jesus, anátema seja quem não Vos ama. Aquele que não Vos ama seja repleto de amarguras.”
Mas, desde quando os santos rezam a Deus pedindo que as pessoas fiquem amarguradas?
Qual é, afinal, o sentido dessas palavras de Agostinho, aparentemente tão severas?
O desejo desse doutor da Igreja é bem simples: que os homens amem a Deus!
E ninguém pense que se trata de uma petição qualquer. As palavras de Agostinho – que não fazem mais que ecoar as do próprio Cristo no Pai Nosso – são a coisa mais importante e valiosa que se pode pronunciar em favor daqueles que se ama. Pois, que bem maior podemos dar aos que amamos, senão Deus mesmo, o único que pode trazer felicidade ao nosso coração? Nenhum bem deste mundo pode saciar a nossa alma e, ainda que pudesse, a morte o levaria embora e o tiraria de nossas mãos... Deus, ao contrário, não só alegra os Seus nesta vida, como lhes reserva uma eternidade ao Seu lado.
A condição para gozar dessa bem-aventurança eterna é uma só: amar a Deus. Por isso, diz São Paulo: "Para aqueles que O amam, Deus preparou coisas que nenhum olho viu, nem ouvido ouviu e nem coração jamais pressentiu" (1 Cor 2, 9).
São muitas, todavia, as coisas que nos afastam dessa divina recompensa, e uma delas são as falsas alegrias do mundo, que substituem o lugar de Deus e nos fazem esquecer d'Ele.
É por isso que, no decorrer de nossa vida, somos assaltados por tantas dificuldades, tristezas, perdas e acidentes – aquilo que as pessoas comumente chamam de "desgraças", embora a única verdadeira desgraça nesta e na outra vida seja estar afastado de Deus. Todas essas coisas, se vivemos na graça da amizade com Cristo, não devem nos preocupar, já que "tudo concorre para o bem dos que O amam" (Rm 8, 28). Mas, se, ao contrário, vivemos na desgraça do pecado, sem desejo de nos emendarmos e mudarmos de vida, tudo o que nos acontece serve-nos como castigo.
Não nos impressionemos! Embora isso não se ouça mais dos púlpitos de nossas igrejas e certos pregadores cheguem a dizer o contrário, é verdade que Deus castiga. Às vezes, Ele permite que os males desta vida nos visitem, não por ódio ou maldade, mas justamente porque Ele nos ama e quer a nossa salvação! Afinal, qual é o pai que, vendo o seu filho afastar-se e correr velozmente em direção ao abismo, não prefere que ele se acidente, a vê-lo precipitar-se no fosso? Qual é o pai que, vendo o seu filho destruir-se no mundo das drogas, não procura intervir de alguma forma, mesmo que o remédio às vezes lhe doa?
É por isso que Santo Agostinho reza pedindo: "Aquele que não Vos ama seja repleto de amarguras."
Sim, Senhor, que sejamos repletos de amarguras, enquanto não Vos amarmos por inteiro! Que sejamos repletos de angústias e tristezas, só para que procuremos a única e verdadeira alegria de nossa alma, que sois Vós! Que percamos o que for preciso, só para ganhar a única e verdadeira riqueza, que sois Vós! Que morramos para este mundo e percamos a própria saúde, só para ganhar a única e verdadeira vida, que sois Vós!
E assim, em coro, unamo-nos a Santo Agostinho e a todos os santos de Deus, em ação de graças pelas cruzes e sofrimentos que nos visitam e nos convidam à conversão. Alegremo-nos verdadeiramente com as santas amarguras que o Senhor nos manda, porque também elas são um sinal do Seu grande amor por nós.
Ao contrário, comecemos a preocupar-nos quando, mesmo em nossa infidelidade e impenitência, tudo estiver aparentemente tranquilo e estivermos levando uma vida pacífica e confortável, sem as provações de Deus – nem as tentações do demônio [*]. É o terrível sinal de que já fomos comprados pelo mal e que, por isso, nem mesmo o diabo precisa nos tentar mais.
"Cuidado se você não sofre tentações!", advertia o Santo Cura de Ars. "Talvez você ache que as pessoas que são mais tentadas, são indubitavelmente, os beberrões, os provocadores de escândalos, as pessoas imodestas e sem vergonha que deitam e rolam na sujeira e na miséria do pecado mortal, que se enveredam por toda espécie de maus caminhos. Não, meu caro irmão! Não são essas pessoas!"
"As pessoas mais tentadas – continua São João Maria Vianney – são aquelas que estão prontas, com a graça de Deus, a sacrificar tudo pela salvação de suas pobres almas, que renunciam a todas as coisas que a maioria das pessoas buscam ansiosamente. E não é um demônio só que as tenta, mas milhões de demônios procuram armar-lhes ciladas."
Prefiramos, pois, as amarguras e tentações da batalha, que preparam o Céu, à paz e à tranquilidade deste mundo, pois são elas que pavimentam a estrada para o inferno.
Por Equipe Christo Nihil Praeponere