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quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Tempestade solar a caminho?

Do Rainha Maria de hoje:

Cientistas da Nasa e da Academia Nacional de Ciências, dizem que poderosa tempestade solar pode gerar caos nos EUA


18.11.2015 -
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Cientistas da Nasa e da Academia Nacional de Ciências, dos EUA, concluíram um surpreendente estudo que detalha minuciosamente o que pode acontecer em nossa moderna sociedade tecnológica caso ocorra um super flare solar seguido de uma extrema tempestade geomagnética. O estudo mostra que quase nada estaria imune à tempestade, nem mesmo a água das residências.
De acordo com as 132 páginas do relatório, o problema começa com as redes de distribuição, consideradas o pilar de sustentação de praticamente todos os serviços modernos existentes e que é extremamente vulnerável às instabilidades do tempo espacial.
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Isso acontece devido às extensas linhas de transmissão que agem como antenas quilométricas, captando as correntes elétricas geradas durante as tempestades geomagnéticas. A sobretensão provocada pela tempestade é induzida nos transformadores do sistema de distribuição, que a propaga em toda a região servida causando diversos problemas no abastecimento elétrico.
O mais famoso caso de um surto provocado por tempestade geomagnética ocorreu na moderna cidade de Québec, no Canadá, em março de 1989. Naquela ocasião mais de seis milhões de pessoas ficaram sem energia elétrica durante nove horas.
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Para estimar o tamanho da pane que uma falha desse tipo pode causar os cientistas empregaram os dados da tempestade geomagnética ocorrida em maio de 1921, que induziu dez vezes mais eletricidade que a tempestade de 1989.
Os dados foram introduzidos no modelo representativo da malha atual de distribuição norte-americana. Para espanto dos pesquisadores os resultados mostraram que um surto semelhante acarretaria a destruição de pelo menos 350 transformadores principais, deixando 130 milhões de pessoas sem energia elétrica.
Segundo o cientista John Kappenmann, um dos autores do trabalho, a perda de eletricidade atingiria em cheio o setor de infraestrutura social. "A distribuição de água seria afetada em poucas horas, os alimentos perecíveis e medicamentos estragariam entre 12 e 24 horas e os sistemas de aquecimento e resfriamento deixariam de funcionar. Em poucas horas o sistema de telefonia entraria em colapso e o abastecimento de água e combustíveis funcionaria precariamente. 95% da cadeia produtiva moderna deixariam de funcionar", disse Kappenmann.
Danos Catastróficos
De acordo com a simulação, uma repetição do Evento Carrington poderia causar pesados danos sociais e econômicos. A sobrecarga poderia ser acompanhada de blackouts de radiopropagação e falhas nos satélites de comunicação e GPS, ocasionando a queda dos sistemas bancários e serviços emergenciais. Devido à falha os transportes também sofreriam com problemas de abastecimento de todos os tipos e os hospitais entrariam em colapso por tempo indeterminado.
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O estudo mostra que a extensão do problema está diretamente ligada ao tempo necessário ao reparo das linhas. A substituição de transformadores de milhares de toneladas não é imediata, podendo levar semanas ou até meses para ser concluída. As perdas estimadas pela equipe ultrapassariam 2 trilhões de dólares, cerca de 20 vezes mais que os custos do furacão Katrina.
Fonte: http://www.apolo11.com
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Nota de www.rainhamaria.com.br 
Diz na Sagrada Escritura:
"Lamentai-vos, porque o dia do Senhor está próximo como uma devastação provocada pelo Todo-poderoso. Por causa disso deixam cair os braços; todos perdem a coragem; ficam cheios de terror...Tomados de convulsões e dores, eles se retorcem como uma mulher em parto. Olham uns para os outros e têm o rosto em fogo. Eis que virá o dia do Senhor, dia implacável, de furor e de cólera ardente, para reduzir a terra a um deserto, e dela exterminar os pecadores.
Nem as estrelas do céu, nem suas constelações brilhantes, farão resplandecer sua luz; o sol se obscurecerá desde o nascer, e a lua já não enviará sua luz.
Punirei o mundo por seus crimes, e os pecadores por suas maldades. Abaterei o orgulho dos arrogantes e humilharei a pretensão dos tiranos. Tornarei os homens mais raros que o ouro fino, e os mortais mais raros que o metal de Ofir. Farei oscilar os céus, e a terra abalada será sacudida pela ira do Senhor Deus dos exércitos, no dia do seu furor ardente". (Isaías 13, 6-13)
"Pela cólera do Senhor a terra está em fogo, e o povo veio a ser presa das chamas". (Isaías 9, 18)
"Vede! É o nome do Senhor que vem de longe, sua cólera é ardente, uma nuvem pesada se levanta, seus lábios respiram furor, e sua língua é como um fogo devorador". (Isaías 30, 27)
"Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas. Na terra a aflição e a angústia apoderar-se-ão das nações pelo bramido do mar e das ondas". (Lucas 21,25)
"O sol converter-se-á em trevas e a lua, em sangue, ao se aproximar o grandioso e temível dia do Senhor". (Joel 3, 4)
"Logo após estes dias de tribulação, o sol escurecerá, a lua não terá claridade, cairão do céu as estrelas e as potências dos céus serão abaladas. Então aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem. Todas as tribos da terra baterão no peito e verão o Filho do Homem vir sobre as nuvens do céu cercado de glória e de majestade". (São Mateus 24, 29-30)
"O quarto derramou a sua taça sobre o sol, e foi-lhe dado queimar os homens com o fogo.  E os homens foram queimados por grande calor, e amaldiçoaram o nome de Deus, que pode desencadear esses flagelos; e não quiseram arrepender-se e dar-lhe glória". (Apocalipse 16, 8 -9)

Uma bela história de conversão de um jihadista muçulmano


segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Sobre o vídeo "meu corpo, minhas regras" a favor do aborto

Do site do Padre Paulo Ricardo:
3/11/2015 18:50 | Categoria: Sociedade

“Meu corpo, minhas regras”: o vídeo que não deu certo

Encenado por atores globais como uma apologia à legalização do aborto, o que “Meu corpo, minhas regras” conseguiu foi só aumentar ainda mais o repúdio da população brasileira a essa prática.

O vídeo "Meu corpo, minhas regras", encenado por atores da Rede Globo e assistido mais de 1 milhão de vezes na Internet – e já negativado por mais de 170 mil usuários –, tentou ser uma apologia da legalização do aborto. O que a produção conseguiu, no entanto, foi aumentar ainda mais o repúdio do povo brasileiro a essa prática – e à dramaturgia global, ainda que por tabela.
Primeiro, porque a falácia do título já é bem clara. Não dá para falar de "meu corpo, minhas regras", quando se lida com a vida de outro ser humano. Embora se tente retratar o aborto como "uma decisão da mulher", o que está em jogo não é o seu corpo, mas o de outra pessoa. O que uma mãe traz em seu útero não é mera extensão do seu corpo, não é um seu membro físico, muito menos uma propriedade sobre a qual ela possa agir como bem entende. Trata-se, ao contrário, de uma nova vida humana, de um ser absolutamente independente – e não é preciso ser perito em biologia ou medicina para sabê-lo, muito embora sejam muitas as personalidades do mundo científico a atestar a humanidade do não-nascido. Para estas breves linhas, é suficiente citar o famoso médico e geneticista francês Jérôme Lejeune, para quem, "se um óvulo fecundado não é por si só um ser humano, ele não poderia se tornar um, pois nada é acrescentado a ele".
No fundo, a resposta para a mentira do vídeo está contida no próprio vídeo, bem no seu início, quando se comenta o fato de "todo ser humano existir através da gravidez". O protagonista de toda gestação – as mães sabem, os atores da Rede Globo sabem, todo o mundo sabe – é o bebê que está em desenvolvimento, o novo "ser humano" que floresce na barriga da mulher.
Isso não significa desprezar as dificuldades psicológicas que uma mãe enfrenta durante a gravidez, nem os dramas reais com que ela deve lidar, seja no ambiente familiar, seja no seu relacionamento conjugal, por conta do filho que traz em seu seio. Ao contrário, muitas vezes, são justamente as circunstâncias adversas sob as quais corre uma gravidez que fazem os holofotes da vida se voltarem para a mulher. Afinal, as mães constituem as primeiríssimas pessoas a cercarem de proteção e cuidados os seus filhos, ainda quando são as mais frágeis e indefesas das criaturas. Isso cria em torno delas uma aura tão sublime, a ponto de serem comparadas pelas Escrituras com o próprio Deus. "Acaso uma mulher esquece o seu neném, ou o amor ao filho de suas entranhas?", pergunta retoricamente o profeta Isaías. "Mesmo que alguma se esqueça, eu de ti jamais me esquecerei!" (Is 49, 15).
Por tudo isso, o aborto não é uma mera quebra de "tabus religiosos", mas uma afronta à própria natureza. Nisso, o mundo animal tem muito a ensinar ao feminismo abortista. Enquanto as senhoritas de peruca azul clamam "Meu corpo, minhas regras", os animais ditos "selvagens" defendem suas crias com unhas e dentes. Enquanto seres humanos clamam por um pretenso "direito ao aborto", as galinhas reúnem os seus pintainhos debaixo das suas asas – tendo merecido inclusive a menção do próprio Jesus Cristo nos Evangelhos (cf. Mt 23, 37).
Não custa, todavia, repetir: a rejeição ao aborto não se restringe a grupos nem a argumentos religiosos. Não é preciso ser cristão para ser contrário ao aborto. Basta ser um pouco humano e saber o que significa ter empatia com a vida e o sofrimento alheios.
Mas, em todo o vídeo, há algo que provoca ainda mais a indignação e a repulsa do público brasileiro. Trata-se da flagrante maldade, estampada nos rostos e nas falas dos atores do vídeo.
Se muitas vezes os defensores do aborto vieram a público com máscaras, tentando disfarçar o seu intento com dramas comovedores, desta vez, não há nada por trás. "O rei está nu", completamente, exposto em toda a sua malícia. O modo como os atores estão caracterizados, a expressão maquiavélica nos seus olhares, a maquiagem que os deixa disformes, os comentários sujos, zombando inclusive da virgindade de Nossa Senhora, não são nada casuais: constituem o figurino perfeito para uma produção desse gênero, pois mostram exatamente de onde vem a "cultura da morte".
Por isso, os atores e atrizes que participaram do vídeo "Meu corpo, minhas regras" estão de parabéns. Nunca alguém conseguiu reproduzir com tanta perfeição personagens tão más, tão cruéis e tão sem coração. Nem os piores vilões da Rede Globo descem tão baixo.
Triste e digno de pena é que essas celebridades pensem da mesma forma na vida real; por isso, elas só merecem a nossa mais profunda lástima.
Esperamos, sinceramente, que os artistas envolvidos nessa peça de extremo mau gosto mudem de ideia e, um dia, descubram o valor precioso e inviolável que tem em si mesma toda vida humana. Inclusive as suas.
Por Equipe Christo Nihil Praeponere
P.S.: Em tempo: é hora de redobrarmos os nossos esforços para a aprovação do PL 5069. Para entender do que se trata este importante projeto de lei e o que fazer para ajudar a nossa nação na luta contra o aborto, clique aqui. O futuro das nossas crianças depende de você!

Ataque terrorista em Paris

Estado Islâmico diz que atentados em Paris é apenas o começo de uma tempestade, que lançará o terror nos corações


14.11.2015 -
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Na sua comunicação ao país, logo pela manhã, François Hollande já tinha responsabilizado o Estado Islâmico pelos atentados de ontem à noite em Paris que fizeram pelo menos 127 mortos.
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O presidente francês referiu-se aos ataques como atos de guerra e garantiu que a resposta de França será implacável.
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Pouco depois, o Estado Islâmico reivindicava o ataque, através de um comunicado divulgado nas redes sociais. Nele dizia que os atentados eram resposta aos ataques aéreos franceses contra muçulmanos; que França e os seus aliados continuariam a ser os alvos preferenciais do Estado Islâmico e que este é apenas “o começo de uma tempestade”.
O comunicado na íntegra:
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“Alá, o Todo-Poderoso, disse: e eles pensaram que as suas fortalezas os defenderiam de Alá. Mas Alá chegou de onde não o esperavam e lançou o terror nos seus corações. Eles demoliram as suas casas com suas próprias mãos e as mãos dos fiéis. Tirem disto uma lição, vós que são clarividentes.
Num ataque abençoado por Alá, que facilita as suas causas, um grupo de soldados crentes no califado, a quem Alá deu poder e vitória, teve como alvo a capital da abominação e da perversão, aquela que carrega a bandeira da cruz na Europa, Paris.
Um grupo que se divorciou da vida avançou contra o inimigo, buscando morte no caminho de Alá, resgatando a religião, o Profeta e os seus aliados, e humilhando seus inimigos.
Eles são verdadeiros para com Alá e nós assim os consideramos.
Alá conquistou pelas suas mãos e lançou o medo no coração dos cruzados na sua própria terra.
Oito irmãos que carregavam cintos explosivos e armas atingiram áreas específicas no coração da capital francesa, escolhidas com antecedência: o Stade de France durante uma partida contra a Alemanha onde o imbecil do Hollande participava; o Bataclan onde centenas de idólatras se juntavam numa festa de perversidade, bem como outros alvos nos bairros 10º, 11º e 18º.
Paris tremeu sob os seus pés e as suas ruas tornaram-se estreitas por eles. O balanço dos seus ataques é no mínimo de 200 cruzados mortos e ainda mais feridos, e o louvor e mérito pertence a Alá.
Alá facilitou o caminho dos nossos irmãos e concedeu-lhes o que esperavam (o martírio), e desencadeou as suas cinturas de explosivos depois de esgotarem as suas munições no meio dos meliantes.
Alá aceita os mártires e permite-nos que nos juntemos a eles.
França e aqueles que seguem este caminho têm de saber que continuam a ser os principais alvos do Estado Islâmico e que continuarão a sentir o odor da morte por terem tomado a frente da cruzada, por terem insultado o nosso profeta, por se terem gabado de combater o Islão em França e por atacarem os muçulmanos no califado com os seus aviões, que não os ajudaram de forma alguma nas malcheirosas ruas de Paris.
Este ataque é apenas o começo de uma tempestade e um aviso para aqueles de vós que querem aprender a lição.”
Fonte: www.ionline.pt
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Nota de www.rainhamaria.com.br
Diz na Sagrada Escritura:
"Quando os homens disserem: Paz e segurança!, então repentinamente lhes sobrevirá a destruição, como as dores à mulher grávida. E não escaparão". (1Ts 5,3)
"E vi aparecer um cavalo esverdeado. Seu cavaleiro tinha por nome Morte; e a região dos mortos o seguia. Foi-lhe dado poder sobre a quarta parte da terra, para matar pela espada, pela fome, pela peste e pelas feras". (Apocalipse 6, 8)

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Reiniciando a contagem regressiva para 2017

Evento astronômico que durará nove meses e meio e culminará em uma surpreendente coincidência com a visão do Apocalipse 12. Este evento astronômico, em todos os seus detalhes, é único na história da humanidade


12.11.2015 - Nota de www.rainhamaria.com.br
Diz na Sagrada Escritura:
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"Apareceu em seguida um grande sinal no céu: uma Mulher revestida do sol, a lua debaixo dos seus pés e na cabeça uma coroa de doze estrelas. Estava grávida e gritava de dores, sentindo as angústias de dar à luz”. (Apocalipse 12)
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O Apocalipse agora? Outro importante sinal aparece nos céus.
Em 20 de novembro de 2016 terá início um evento astronômico que durará nove meses e meio e culminará em uma surpreendente coincidência com a visão do Apocalipse 12. Este evento astronômico, em todos os seus detalhes, é único na história da humanidade
Por Patrick Archbold | The Remnant | Adelante la Fe | Tradução Perfeita Devoção.
Nota do autor: Neste artigo pretendo expor uma série de fatos e observações sem chegar a uma conclusão definitiva. No entanto, estes fatos e observações são de tal natureza que se prestam a ser mal interpretados quando observados e identificados. Quero deixar claro que neste artigo não pretendo vaticinar nada. Limito-me a fazer alguns comentários sobre alguns fenômenos que estão por vir, tanto por parte do céu e como dos homens, que podem ser interessantes para quem estiver ciente deles.
Em 23 de setembro de 2017 a constelação de Virgem com o sol ascendendo logo atrás (a mulher vestida de sol). Isto acontecerá durante o centésimo aniversário das aparições da “Mulher vestida de sol”, Nossa Senhora de Fátima em 1917. O que significa isto?
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O grande sinal no céu
Se o Senhor nos desse um sinal, seríamos capazes de reconhecê-lo? E se Ele como já bem fez em outras ocasiões, pusesse-nos um grande sinal no céu, um presságio de grandes e terríveis acontecimentos, será que notaríamos? Estaremos tão ocupados como muitos que nos precederam, que não nos preocupamos em olhar para o alto? Se o Senhor nos enviasse esse sinal hoje mesmo, nós o veríamos? E se chegássemos a vê-lo, importaríamos com ele ou o rejeitaríamos como uma tola superstição?
E se eu lhes dissesse que se aproxima um portentoso evento astronômico em termos de precisão, contexto e momento assemelha-se ao sinal descrito no Apocalipse? Você levantaria o olhar?
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“Apareceu em seguida um grande sinal no céu: uma Mulher revestida do sol, a lua debaixo dos seus pés e na cabeça uma coroa de doze estrelas. Estava grávida e gritava de dores, sentindo as angústias de dar à luz. Depois apareceu outro sinal no céu: um grande Dragão vermelho, com sete cabeças e dez chifres, e nas cabeças sete coroas. Varria com sua cauda uma terça parte das estrelas do céu, e as atirou à terra. Esse Dragão deteve-se diante da Mulher que estava para dar à luz, a fim de que, quando ela desse à luz, lhe devorasse o filho. Ela deu à luz um Filho, um menino, aquele que deve reger todas as nações pagãs com cetro de ferro. Mas seu Filho foi arrebatado para junto de Deus e do seu trono”.
A Estrela de Belém
Antes de começar, é importante deixar claro o contexto. É parte inegável e incontestável de nossa fé que há 2 mil anos atrás se valeu de um evento astronômico para se comunicar com o homem: a Estrela de Belém. Muitas pessoas, ao imaginar a Estrela de Belém, se é que imaginam, pensam em uma enorme maciça que brilhou sobre Belém, não óbvia para todos que fez que os magos empreendessem uma longa viagem para conhecer o rei prometido.
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Sabemos que esta versão é incorreta porque quando os Magos chegaram a Jerusalém, apenas 8 quilômetros de Belém, tiveram que explicar o que viram e por que eles interpretaram daquela forma. O rei Herodes, sua corte e o resto de Jerusalém, em grande parte ignoravam sobre a Estrela de Belém. As pessoas daquela cidade, como nós, estavam ocupadas trabalhando para suas famílias e em suas vidas diárias. Embora estivesse sobre suas cabeças aquele grande sinal que anunciava o nascimento do Salvador, o próprio Filho de Deus, ninguém o notou e nem se importou.
Para entender o contexto do sinal do Apocalipse 12, é útil examinar mais a fundo a Estrela de Belém. Que foi a Estrela de Belém e por que vieram os Magos quando ninguém mais a avistara? Muito simples: porque prestavam atenção.
Há uma hipótese convincente que sustenta que a Estrela de Belém foi uma série de ocorrências astronômicas normais que deram lugar a conjunções muito excepcionais que anunciavam simbolicamente o nascimento de um rei. É importante ressaltar que isso não tem nada a ver com a astrologia. A astrologia se define em qualquer enciclopédia como:
“A arte de adivinhação, que tenta prever acontecimentos terrestres e humanos por observação e interpretação de estrelas fixas, o sol, a lua e os planetas. Seus partidários acreditam que a compreensão da influência dos planetas e das estrelas sobre os assuntos da terra podem prever o destino dos indivíduos, sociedades e nações e exercer influência sobre eles”.
A Igreja Católica condena sem rodeios a astrologia, assim como todas as formas de adivinhação (CIC 2116). Mas os sinais como a Estrela de Belém não são adivinhações do destino baseadas nas estrelas, mas um símbolo astronômico regular se se tem em conta que algumas vezes o Senhor do universo se serve de sua criação para comunicar-se com o homem. A Bíblia está cheia de casos que o confirmam. O Salmo 19 diz:
“Narram os céus a glória de Deus, e o firmamento anuncia a obra de suas mãos. O dia ao outro transmite essa mensagem, e uma noite à outra a repete. Não é uma língua nem são palavras, cujo sentido não se perceba, porque por toda a terra se espalha o seu ruído, e até os confins do mundo a sua voz (Sl 18-19 1-5).
São Paulo cita este salmo na epístola aos Romanos, quando afirma que os judeus estavam cientes da vinda do Messias.
“A fé provém da pregação e a pregação se exerce em razão da palavra de Cristo. Pergunto, agora: Acaso não ouviram? Claro que sim! Por toda a terra correu a sua voz, e até os confins do mundo foram as suas palavras (Sl 18,5).
São Paulo deixou claro que os judeus sabiam sobre o Messias porque os céus lhes haviam dito. Paulo, obviamente, não endossava a astrologia; apenas indicava que Deus pode se servir dos céus para anunciar seus planos, e de fato o faz. Pode-se dizer muito mais sobre a diferença entre a astrologia e a compreensão dos sinais nos céus, mas de momento nos limitaremos a mostrar que buscar no céu a confirmação e o anúncio dos planos de Deus é legítimo dentro de um contexto ou aplicação apropriados.
Então, que foi a Estrela de Belém? Como disse, há uma convincente hipótese que a Estrela de Belém foi uma série de ocorrências astrológicas com um simbolismo eloquente. Pode-se encontrar mais informação (em inglês) em BethlehemStar.net, mas tentarei resumir.
Entre os anos 3 e 2 a. C. ocorreu uma tríplice conjunção entre Júpiter (o planeta rei, em movimento retrógrado) e Regulus (a estrela rainha). Provavelmente, os Magos interpretaram esta tríplice conjunção como um enorme anúncio luminoso no céu, que cintilava dizendo: REI-REI-REI. Tudo começou com o Ano Novo judaico e na constelação de Leão (o leão, símbolo da tribo de Judá). Portanto, representava claramente o rei dos judeus, da tribo de Judá. O sinal era muito claro para os que estavam familiarizados com o Messias. Além disso, justamente atrás de Leão ascendia a constelação de Virgem, com o sol atrás e a lua a seus pés.
Após esta incrível conjunção tripla, Júpiter começou a avançar pelo céu para o oeste, até alinhar-se em conjunção com Vênus, planeta associado com a maternidade. A conjunção do rei e dos planetas com a mãe dos planetas foi tão próxima que formava o objeto mais brilhante do firmamento. Jamais se vira algo assim.
Toda esta simbologia do rei de Judá e da Virgem foi suficiente para mobilizar os Magos até Jerusalém, mas pode-se entender que o cidadão comum de Jerusalém não notara.
Júpiter continuou avançando para o oeste até que se deteve. Quando o fez (como visto de Jerusalém), deteve-se ao sul, sobre o povoado de Belém, em 25 de dezembro do ano 2 a.C. Isso é claramente comprovado através de um moderno programa astronômico que mostra o céu em qualquer momento da história e de qualquer perspectiva. Com esta tecnologia, podemos não somente estudar os céus do passado, mas também os do futuro.
No contexto que acabo de descrever, voltemos nosso olhar para os céus do futuro, que mais uma vez mostram sinais muito simbólicos.
Repassemos os primeiros versículos de Apocalipse 12.
“Apareceu em seguida um grande sinal no céu: uma Mulher revestida do sol, a lua debaixo dos seus pés e na cabeça uma coroa de doze estrelas. Estava grávida e gritava de dores, sentindo as angústias de dar à luz”.
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O autor do Apocalipse indica claramente que esta visão é um sinal no céu. O que veremos no céu em um futuro próximo?
Em 20 de novembro de 2016 terá início um evento astronômico que durará nove meses e meio e culminará em uma surpreendente coincidência com a visão do Apocalipse 12. Embora eu não seja astrônomo, minhas pesquisas indicam que este evento astronômico, em todos os seus detalhes, é único na história da humanidade.
No dia 20 de novembro de 2016, Júpiter (o planeta rei) entrará no corpo (ventre) da constelação de Virgem (a Virgem). Júpiter, em movimento retrógrado, passará os 9 meses e meio seguintes dentro de Virgem. Este período coincide com um período normal de gestação de um bebê.
Depois destes nove meses e meio, Júpiter sairá do ventre de Virgem. Junto com a saída de Júpiter (nascimento), em 23 de setembro de 2017, veremos a constelação de Virgem com o sol ascendendo por trás (a mulher vestida de sol). Aos pés da Virgem, vemos a lua. E sobre sua cabeça encontraremos uma coroa de doze estrelas, formada pelas nove habituais constelação de Leão, somadas aos planetas Mercúrio, Vênus e Marte.
É uma série verdadeiramente surpreendente de eventos, e tem um grau impressionante de coincidência com a visão de Apocalipse 12.
Qual é o significado de tudo isso, se é que há algum? A resposta é óbvia: não sabemos. Agora, não estamos longe de um possível contexto.
Acontece que esses eventos ocorrerão durante o centenário da aparição da “mulher vestida de sol”, Nossa Senhora de Fátima em 1917. O auge destas ocorrências astronômicas ocorrerá tão somente a 3 semanas antes que se cumpram os cem anos do grande milagre de Fátima, onde o sol “dançou” (outro sinal celeste), que foi testemunhado por milhares de pessoas.
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Quase um século transcorreu desde então, e durante este tempo, temos visto cumprir-se as advertências de Nossa Senhora com grande precisão. As pessoas não pararam de ofender a Deus, temos visto guerras terríveis, nações devastadas, os erros da Rússia espalhados pelo mundo inteiro e, de fato, mesmo dentro da Igreja. E ainda esperamos que se cumpram suas promessas, o triunfo de seu Imaculado Coração e um período de paz para o mundo inteiro.
O que não é tão bem conhecido é que na história de Fátima há indicações sobre a importância que pode ter um período de cem anos. Em agosto de 1931, Irmã Lúcia hospedou-se com uma amiga em Rianjo (La Coruña, Espanha). Nosso Senhor lhe apareceu ali para queixar-se porque os pedidos de sua Mãe não tinham sido atendidos, e disse: “Participa meus ministros que, dado seguirem o exemplo do Rei de França, retardando a execução de meu pedido, também eles hão de segui-lo em desgraça. Nunca é tarde demais para recorrer a Jesus e a Maria”.
E, em seguida, em outro texto, Irmã Lúcia citou Nosso Senhor dizendo: “Não quiseram atender meu pedido… Como o rei da França, eles se arrependerão, e o farão, mas será tarde. A Rússia terá espalhado os seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja”.
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As menções ao rei da França são interessantes em relação ao que estamos expondo, já que se referem explicitamente as petições que o Sagrado Coração fez ao rei da França em 17 de junho de 1689 por meio de Santa Margarida Maria Alacoque. Luís XIV e seus sucessores não responderam ao pedido de Nosso Senhor em consagrar a França ao Sagrado Coração de Jesus. Como resultado, em 17 de junho de 1789, exatamente cem anos depois do dia do pedido, a Assembleia Nacional da Revolução Francesa assumiu o governo da França e despojou o monarca de seu poder. Mais tarde, o rei perdeu sua cabeça na revolução.
Não é possível saber em que medida tem o valor de referência a este período de cem anos, ou se o cronômetro começou a correr e quando, mas é interessante e relevante no contexto do que dizemos.
E, claro, muitos já conhecem a visão do Papa Leão XIII na qual disse ter ouvido que fora concedido a Satanás cem anos para tentar destruir a Igreja. Imediatamente depois desta visão, Leão XIII compôs a oração a São Miguel Arcanjo na qual roga-se para que nos defenda na batalha e seja nossa defesa contra a perversidade e as maldades do demônio. Depois adicionou as orações leoninas ao final da missa, mas foram suprimidas pelo Concílio Vaticano II.
Enquanto vivemos em tempos de turbulência dentro da Igreja, em que se descartam e subestimam os fundamentos da fé e as próprias palavras e mandamentos de Nosso Senhor, é impossível não recordar a visão do papa Leão XIII.
Em conclusão, volto a insistir que não sou dono da verdade quanto ao significado do evento astronômico descrito, se é que há algum. Além disso, eu não tenho a pretensão de saber o futuro nem acontecimentos futuros relacionados com o cumprimento das promessas de Fátima. Escrevi isso porque me encontro em uma situação parecida com a dos Magos de 2 mil anos atrás. Levanto os olhos para o céu e digo: “Senhor, tens toda a minha atenção”.
Fonte: Adelante la Fe  via  Perfeita Devoção - enviado por Maria Castanho.
Imagens  www.rainhamaria.com.br

Roupas e o arrependimento de uma abortista

12 novembro, 2015

Para que servem as roupas?

(o hábito não faz o monge, mas a casca protege o fruto)
Por Padre Luiz Carlos Lodi da Cruz – Pró Vida Anápolis
A feminista brasileira Sara Winter, conhecida por sua militância pró-aborto, após ter dado à luz, publicou em 14/10/2015 na sua página do Facebook um texto com o título “Eu me arrependi de ter abortado e hoje peço perdão”. Eis um trecho do que ela escreveu:
Amanhã faz um mês que meu bebe nasceu e minha vida ganhou um novo sentido. Estou escrevendo isso enquanto ele dorme sereno no meu colo. É a melhor sensação do mundo.
Eu ensaiei este texto milhares de vezes durante meses na minha mente e talvez ele não saia tão brilhante como eu gostaria que saísse, mas o mais importante que gostaria de que chegasse a vocês é que, por favor, mulheres que estão desesperadas para abortar, pensem muito, eu me arrependi muito, não quero o mesmo destino pra vocês[1].
Além disso, Sara passou a criticar a ideologia de gênero, tão cara às suas colegas feministas. Em seu artigo “Meu filho é XY e sou muito feliz com isso”, de 17/10/2015, ela diz:
Algumas pessoas têm comentado aqui na page sobre o que eu acho da Teoria de gênero.
Quero deixar claro que há mais de 1 ano eu mudei minha concepção de gênero.
Eu não acredito que uma pessoa possa se identificar com um gênero e a partir de então pertencer a ele. Ou seja, essa ladainha de “eu sou mulher porque me sinto mulher”, eu não acredito e não apoio.
Pra mim mulher é quem nasce com vagina e homem é quem nasce com pênis.
[…]
Não se ‘vira’ mulher quando se passa batom, coloca silicone e começa a falar fino. Ser mulher é MUITO MAIS DO QUE ISSO. Assim, como duvido muito que uma mulher que coloque roupas largas e corte o cabelo terá privilégio que homens tem, como ganhar um salário 30% maior, tem mais segurança na rua…
Como se vê, ela admite diferenças naturais entre os sexos e não aceita que tudo se reduza ao modo de falar, de cortar o cabelo ou de se vestir. Curiosamente, ao falar da diferença no vestuário, Sara não falou aquilo que espontaneamente se falaria há algumas décadas, ou seja, que as mulheres usam saias e os homens vestes calças. Hoje parece que essa diferença deixou de existir. O que ela vê de diferente é que os homens usam “roupas largas”, o que implica que as mulheres usam roupas justas ou apertadas.
Qual a função das roupas?
“Ora, os dois estavam nus, o homem e sua mulher, e não se envergonhavam” (Gn 2,25). Antes do pecado original, Adão e Eva gozavam de um dom chamado integridade. Por esse dom, os sentidos e os instintos estavam harmoniosamente submissos à razão. A visão do corpo do outro, mesmo de seus órgãos reprodutores, não era capaz de causar excitação, a menos que avontade consentisse segundo a reta razão. Por isso, não havia necessidade de se cobrir o corpo.
Sem dúvida os dois praticariam o ato sexual (“os dois serão uma só carne”), mas só quando a razão determinasse. E o instinto sexual estava perfeitamente submisso à razão.
Depois do pecado original, a integridade se perdeu. Adão e Eva “descobriram” que estavam nus e se envergonharam. A partir daí, os instintos rebelaram-se violentamente contra a razão, sobretudo o instinto sexual. A virtude da castidade – que é o controle desse instinto – passou a exigir muita luta e vigilância. Foi necessário cobrir o corpo.
Adão e Eva, envergonhados, cingiram-se (cobriram a cintura) com folhas de figueira (Gn 3,7). Deus, porém, não achou tal cobertura suficiente, e deu-lhes túnicas de peles de animais, para que se vestissem (Gn 3,21).
Hoje, portanto, as roupas são necessárias para se conservar a castidade.
Qual é a função das roupas? Segundo São João Paulo II, as roupas cobrem o corpo para nos deixar ver os valores da alma:
A necessidade espontânea de ocultar os valores sexuais vinculados à pessoa é o caminho natural para revelar o valor da pessoa em si mesma[2].
De fato, se não cobríssemos o corpo, o instinto carnal gritaria tanto, com sede de prazer, que a razão ficaria obscurecida, incapaz de conhecer a alma.
A pureza exige o pudor. Este é parte integrante da virtude da temperança. O pudor preserva a intimidade da pessoa. Consiste na recusa de mostrar aquilo que deve ficar escondido (Catecismo da Igreja Católica, 2521).
A diversidade de roupas masculina e feminina tem um fator cultural, mas não é um produto exclusivo da cultura. Homens e mulheres têm corpos diferentes e essa diferença natural influi sobre o modo de vestir que convém a cada sexo. A mulher tem a pelve (bacia) mais larga e o osso sacro mais curto e mais largo. O motivo dessa disposição óssea é abrigar o bebê durante a gravidez. Daí a conveniência de que as roupas femininas sejam largas na altura dos quadris. Por esse motivo, durante séculos consolidou-se o uso de saias pelas mulheres. De fato, a saia adapta-se perfeitamente ao corpo da mulher não apenas com decência, mas com uma particular elegância.
Esqueleto masculino e feminino
Não se pode dizer o mesmo da calça. Raramente se encontra uma calça suficientemente folgada para ser decente em um corpo feminino. Hoje, com a generalização do uso da calça jeans pelas mulheres, verifica-se o que foi observado por Sara: enquanto os homens usam “roupas largas”, as mulheres, em sua grande maioria, vestem calças tão apertadas, que põem em realce as coxas e as nádegas. O costume de vestir-se imodestamente causou a perda do senso do pudor.
Em 12 de junho de 1960, o Cardeal de Gênova, Giuseppe Siri, escreveu uma “Notificação relativa às mulheres que vestem roupas de homem”[3], referindo-se ao recente uso de calças compridas por moças e senhoras de sua Diocese. Dizia o Cardeal que esse tipo de roupa, geralmente colada ao corpo, dava-lhe a mesma preocupação que as roupas que expõem o corpo. Mas a imodéstia das calças não era o único problema para o Cardeal. Mais grave que isso, o uso de roupas masculinas causava uma alteração da psicologia da mulher, levando-a a querer “ser igual ao homem” e a competir com ele, por considerá-lo mais forte, mais livre e mais independente. Assim, ela via sua feminilidade como inferioridade, e não como diversidade. Além disso, ao usar roupas iguais às do seu marido, a mulher eliminava um dos sinais externos da diversidade dos sexos. E isso tenderia a corromper as relações entre os sexos.
Parece que o Cardeal já estava pressentindo como o uso de calças pelas mulheres favoreceria a difusão da ideologia de gênero e seus postulados, em particular o da anulação das diferenças sexuais.
Hoje assistimos a um movimento semelhante, no sentido inverso: homens advogando o direito de usar saias, a fim de libertar-se da “ditadura da calça”. Em 2008, o jornal francêsLiberation noticiava a existência da Associação Homens de Saia (Hommes en Jupe). Seu fundador, Dominique Moreau, defendia a “emancipação masculina”, reivindicando o “direito de dispor plenamente do próprio corpo, nos moldes da liberação feminina”[4].
Dominique Moreau
[Dominique Moureau]
Tudo isso nos faz lembrar o que dizia o saudoso Bispo de Anápolis Dom Manoel Pestana Filho: “O feminismo trouxe, primeiro, a masculinização da mulher; depois, a feminização do homem; por fim, a bestialização de ambos”.
Anápolis, 6 de novembro de 2015.
Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz

[2] WOJTYLA, Karol. Amor e responsabilidade: estudo ético. São Paulo: Loyola, 1982, p. 159-160.
[3] Cf. HAMMOND, Colleen. Dressing with Dignity. TAN, Charlotte, 2005. Appendix 3.

A criação é projeto inteligente de Deus

A Terra e todos os seus muito diferentes sistemas geológicos e oceanológicos são o produto de um Planejador infinitamente sábio, de um Criador onipotente e de um Sustentador absolutamente fiel.
Se não temos nenhum problema em dizer que o conjunto da Enciclopédia Britânica é o resultado de um projeto inteligente, então eu não sei por que poderíamos ter problema em dizer que os próprios seres humanos — bem como o sistema climático — são o resultado de um projeto inteligente.

(
Continuação de 'COP21: “pressão moral” ou “pressão imoral?”')


CatolicismoO senhor julga que os norte-americanos são mais propensos que outros povos a uma visão objetiva sobre a questão do aquecimento global? Eles são receptivos à mensagem da Cornwall Alliance e de organizações similares?
Calvin Beisner — Comparadas com sondagens realizadas em várias partes do mundo, constata-se que a população americana é mais cética do que a europeia quanto ao “perigo do aquecimento global provocado pelo homem”.
Contudo, eu tenho dúvidas de que tenhamos informações de boa qualidade a esse propósito dos povos da África, Ásia e América Latina. Mas constata-se que os americanos tendem a ser um pouco mais céticos, e possivelmente há uma série de razões para isso.
Por um lado, historicamente a Europa vem sendo muito mais habituada a um sistema burocrático do que os Estados Unidos.
Infelizmente, penso que também nós estamos sendo levados por esse caminho já que, aqui também, a mensagem alarmista serve de escusa à expansão de uma burocracia estatal.
Mas isso é apenas um aspecto do problema. Os Estados Unidos se mantiveram muito mais ativos na fé cristã ao longo do século passado do que a Europa.
O fato de que historicamente nos Estados Unidos dedica-se mais tempo a leitura das Sagradas Escrituras, provavelmente contribuiu a que seu povo seja mais cético sobre um aquecimento global causado pelo homem.
Penso que isso se dá porque o alarmismo sobre o aquecimento global carece de evidência científica sólida e empírica.
Também, esse alarmismo é inerente e intuitivamente incompatível com aquilo que as Escrituras nos ensinam sobre Deus e a sua Criação, e tudo isso é causa desse ceticismo.
A noção de que uma mudança minúscula na composição química da atmosfera — de 28 milésimos de 1% a 56 milésimos de 1% de dióxido de carbono, durante um período de várias centenas de anos — venha a ser a causa de resultados cataclísmicos em termos de aquecimento global (com o derretimento as calotas polares, conjugado com um aumento do nível dos mares e um grande incremento das tormentas meteorológicas e coisas do gênero), é muito inconsistente com aquilo que nos ensinam as Sagradas Escrituras.
Isto é, que a Terra e todos os seus muito diferentes sistemas geológicos e oceanológicos são o produto de um Planejador infinitamente sábio, de um Criador onipotente e de um Sustentador absolutamente fiel.
Lemos no Gênesis (1,31): quando Deus criou tudo, Ele considerou o conjunto “muito bom”. Se eu fosse um arquiteto e projetasse edifícios nos quais, se alguém se apoiasse em uma de suas paredes, e a estrutura daquele edifício ampliasse a pressão do peso do corpo, levando todo o edifício a desmoronar, alguém me consideraria um brilhante arquiteto?
Penso que não. Ora, é injuriar a Deus considerá-Lo tão péssimo arquiteto.
O Dr. Roy Spencer, um dos membros mais antigos da Cornwall Alliance, diretor de pesquisa científica no Centro de Ciência do Sistema Terrestre da Universidade do Alabama e líder da equipe do Programa Satélite Aqua de Sensoriamento Remoto da NASA (que é a fonte de dados de todas as horas de cada dia do ano, sobre a temperatura atmosférica global em todas as latitudes, longitudes e elevações, fonte de dados de temperatura mais abrangente que existe), pensou:
“Bem, os modelos climáticos todos supõem que as nuvens são afetadas pelo aquecimento de superfície, de forma a aumentar esse aquecimento. Eu me pergunto quão verdadeira é essa suposição.”
Então ele projetou alguns testes e trabalhos de observação, utilizando a rede dos satélites de que dispunha e descobriu que o oposto é a realidade.
Que as nuvens respondem ao aquecimento da superfície, minimizando-o, reduzindo-o. E elas respondem ao esfriamento da superfície, também minimizando-o.
Em outras palavras, na realidade as nuvens funcionam como termostato para a Terra.
Entretanto, todos os modelos catastrofistas pressupõem que as nuvens representavam uma reação positiva. Seu trabalho de observação indicou que há, pelo contrário, reação negativa.
Assim, uma vez mais a fé cristã pode nos abrir olhos para a evidência da observação científica, à qual, de outro modo, poderíamos não prestar atenção.

Catolicismo
— Poder-se-ia dizer que foi planejado?

Calvin Beisner — Pode-se dizer isso. Obviamente, o projeto da Criação inteligente é odiado pelos cientistas laicistas, mas eu não acho que se possa fugir dele.
Se não temos nenhum problema em dizer que o conjunto da Enciclopédia Britânica é o resultado de um projeto inteligente, então eu não sei por que poderíamos ter problema em dizer que os próprios seres humanos — bem como o sistema climático — são o resultado de um projeto inteligente.
Uma célula envolve o intercâmbio de uma massa de informações milhões de vezes maior do que a Enciclopédia. Essas informações não surgiram por acaso. Outro exemplo, a ordem interna dos cristais pode se produzir aparentemente por acaso, mas não as informações da estrutura celular.

(Continua.)
Luis Dufaur, escritor, edita o blog Verde, a Cor Nova do Comunismo.