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terça-feira, 19 de janeiro de 2016
quinta-feira, 1 de outubro de 2015
O PT e o STF
Escrito por Percival Puggina
| 30 Setembro 2015
Artigos - Governo do PT
Artigos - Governo do PT
Até
o PT, envolvido à náusea num emaranhado de escândalos sem precedentes
na história universal, se preocupa com parecer menos pior. Ao STF pouco
se lhe dá se for tido e havido como um “tribunal bolivariano”.
Não se surpreenda com o título. Ele não é uma opinião, mas simples expressão de algo facilmente constatável. O PT, como partido ou como base do governo, apesar de todas as tropelias, tem sua ação contida por certos limites. Tais restrições são impostas, ora por conveniências políticas, ora por ações da oposição, ora por reações da parceria, ora pela possibilidade de que a lei, um dia, valha para todos. Já o STF não se submete a limites. No exercício do poder, seus onze membros podem tudo. Não estão submetidos sequer à Constituição. Substituem-se aos parlamentares para legislar e para deslegislar. A opinião da maioria é a própria lei. O que seis decidem é irrecorrível. Pouco se lhes dá o que as pessoas pensam deles.
Dei-me conta dessa realidade ao ler, na Folha, a opinião do ex-Procurador Regional da República, Rogério Tadeu Romano, sobre o “fatiamento” da operação Lava Jato. Na teoria e na prática tal decisão deve retirar das mãos do juiz Sérgio Moro e entregar ao ministro Dias Toffoli os processos não relacionados com os escândalos da Petrobrás, sob a alegação de que apenas sobre estes incide a competência do juiz. Graças a tão surpreendente quanto conveniente justificativa, a fatia do processo referente à senadora Gleisi Hoffmann foi cortada das mãos de Moro por envolver lavagem de dinheiro. Com lucidez, o ex-Procurador refuta o argumento esclarecendo que, ao fixar a competência, se deveria levar em conta o crime principal, o crime de corrupção, a origem do dinheiro desviado, e não o secundário, lavagem de dinheiro, que só surge porque havia o principal. Por que será que os advogados dos réus festejaram tanto a decisão do STF? Ah, pois é.
Até o PT, envolvido à náusea num emaranhado de escândalos sem precedentes na história universal, se preocupa com parecer menos pior. Ao STF pouco se lhe dá se for tido e havido como um “tribunal bolivariano”, na expressão usada pelo ministro Gilmar Mendes. E me sinto igualmente respaldado para o título deste artigo quando lembro as palavras de Joaquim Barbosa no final da sessão em que oito réus do mensalão foram absolvidos (pasmem!) do crime de formação de quadrilha. Disse ele: "Sinto-me autorizado a alertar a nação brasileira de que este é apenas o primeiro passo. Esta maioria de circunstância tem todo tempo a seu favor para continuar nessa sua sanha reformadora. (...) Essa maioria de circunstância foi formada sob medida para lançar por terra todo um trabalho primoroso, levado a cabo por esta corte no segundo semestre de 2012".
Sem tirar nem pôr, é o que estamos presenciando.
http://www.puggina.org
terça-feira, 22 de setembro de 2015
quinta-feira, 27 de agosto de 2015
A derrota da ideologia de gênero na Câmara Municipal de São Paulo
Do Fratres In Unum:
27 agosto, 2015
44 x 4 – Venceu a verdade.
Fratres in Unum entrevista Andreia
Medrado, pró-vida engajada, que nos fala sobre a Ideologia de Gênero e a
atuação da militância católica paulista que culminou, no último dia 25,
com a eliminação dessa nefasta tese do Plano Municipal de Educação.
Primeiramente, obrigado por nos
atender, professora Andreia. Poderia se apresentar brevemente a nossos
leitores, falando também de sua trajetória no movimento pro-vida?

Andreia Medrado e o vereador de São Paulo Ricardo Nunes.
Sou católica e professora. Tenho estado
mais ativamente ligada ao movimento pró-vida desde 2013, quando o PLC
03/2013 estava em tramitação. O Projeto, na prática, legalizaria o
aborto até o nono mês. A partir de então fui apresentada aos estudos
sobre o tema e pude ver que todas as ações relacionadas ao aborto,
eutanásia, ideologia de gênero eram um pacote de estratégias para a
completa instauração da cultura da morte no mundo.
Em que consiste a ideologia de gênero e como ela vem buscando se impor mundo afora, em particular no Brasil?
A ideologia de gênero consiste em uma
quebra da realidade, por assim dizer. Tal ideologia promove um desprezo
pela biologia do ser humano alegando que não se nasce homem ou mulher,
mas que isso é construído social e culturalmente. Seu maior intento, no
entanto, é a destruição total e sistemática da família. Uma vez que se
extermina a identidade do ser humano e o papel do homem e da mulher,
extingue-se, consequentemente, o conceito de família. Em outras
palavras, a identidade de gênero é uma construção ideológica de que não
há homem ou mulher mas que se é algo. É a “coisificação” do ser humano.
É uma ideologia que nasce apoiada na
filosofia marxista de lutas de classes, onde a primeira opressão de uma
classe por outra surge com a do sexofeminino pelo masculino. A partir
dos anos 70, as feministas adotam esse discurso e passam a querer a
extinção das barreiras sexuais (homens/mulheres – adultos/crianças). Só
nos anos 90 que a ideóloga Judith Butler introduz o tema no âmbito
político-filosófico. Ajudou a aparelhar a Organização das Nações Unidas
com ongs feministas.
Quem são os grandes interessados
na implantação dessa ideologia e por que tamanho empenho que, aliás, é
pouquíssimo compartilhado pela sociedade civil?
Os grandes interessados na implantação
dessa ideologia são as grandes fundações internacionais, especialmente a
Fundação Ford, que foi a responsável principal pelo aparelhamento da
ONU, durante as conferências internacionais de 94 e 95 (Cairo e Pequim).
Numa estratégia de controle comportamental e governo hegemônico
mundial, essas fundações gastam rios de dinheiro com reengenharia
social. É uma tentativa de dominaras leis, o consenso e destruir o
direito natural.
Não conformados com a eliminação
da questão de gênero no Plano Nacional de Educação, seus promotores
manobraram para ressuscitar essa ideologia nos planos estaduais e
municipais. Como o Poder Legislativo de estados e municípios tem se
posicionado?
O que temos percebido durante as visitas
aos parlamentares é que muitos deles não sabiam sequer definir “gênero”,
e julgavam como mais uma palavra que significasse alguma medida contra a
discriminação ou mesmo um sinônimo para “sexo”. Quando explicamos,
pautados em argumentos e principalmente nos próprios ideólogos de
gênero, percebemos que, automaticamente, eles entendem e se posicionam
contrários a tal ideologia.
Aqui em São Paulo, os vereadores
entenderam bem o conceito de gênero, perceberam seu perigo e o quão
nefasto e monstruoso ele é. E o resultado das votações em todo o Brasil
confirma que isso não se deu só aqui; uma rápida busca nos municípios
que já votaram seus Planos Municipais de Educação mostra que 98% deles
rejeitaram a ideologia de gênero. Isto nos diz muito a respeito da
postura de nossos parlamentares e nos diz, mais ainda, de que a Verdade
é, de fato, a força que move o mundo. Bastou dizer a verdadeira intenção
dessa macabra ideologia e os olhos se abriram.
Claro que tivemos alguns discordantes,
mas vê-se bem a militância na causa. Três casos em específico nos
chamaram à atenção: o vereador Toninho Vespoli (Psol), a vereadora
Juliana Cardoso (PT) e o vereador Netinho de Paula (PCdoB). O vereador
Netinho de Paula, que se diz um defensor e grande representante da
periferia paulista, ignorou a voz dos diversos moradores da Zona Sul que
se pronunciaram contra o gênero (moradores, inclusive, que o ajudaram a
se eleger). A vereadora Juliana Cardoso e o vereador Toninho Vespoli
passaram as duas votações alegando que eram católicos e católicos de uma
“igreja inclusiva”, como a que é “promovida pelo Papa Francisco”. A
vereadora chegou a mostrar um slide no qual o Sumo Pontífice aparecia
segurando uma bandeira do orgulho lgbt (o que todos sabemos ser uma
montagem). Juliana terminou seu discurso citando Zé Vicente, famoso
compositor da teologia da libertação, deixando claro, portanto, a quem
serve e de onde ela veio. No que depender dos católicos de verdade,
esses vereadores jamais serão reeleitos.
Ontem, então, ocorreu a votação
do Plano Municipal de Educação da cidade de São Paulo. Como transcorreu a
votação e o embate entre os defensores da cultura da vida e os da
cultura da morte?
Por questões regimentais, alguns PLs
(Projeto de Lei) requerem mais de uma votação para que haja o que eles
chamam de tempo necessário para a discussão, o debate do tema. Foi o
caso do PL 415/2015, o PME – Plano Municipal de Educação. Então, tivemos
ontem a segunda e definitiva votação do Plano.
Pouco antes das 9h já chegavam famílias
de toda a cidade. Vinham com camisetas brancas e bandeiras em favor da
vida e da família. Logo chegaram também os militantes lgbt.
Até o momento da votação, as pessoas
permaneceram diante do trio elétrico, enquanto se apresentavam bandas
católicas, Padres, Vereadores e Deputados federais alertando o povo
contra o perigo da ideologia de gênero e pela necessidade de combate à
cultura da morte.
Às 15h, o presidente da Câmara Antônio
Donato deu início à votação. O vereador Eliseu Gabriel havia proposto um
substitutivo. Contudo, o executivo enviou seu próprio substitutivo que
foi votado pelos vereadores. Alguns vereadores propuseram emendas, mas
estas foram derrubadas em bloco e por 44 votos a 4, a família paulistana
ficou livre da ideologia de gênero no Plano Municipal de Educação.
No fim, venceu a verdade.
Como você avalia a atuação dos membros da Igreja nessa batalha? Quem estava presente e quem deveria estar, mas se omitiu?

Militância católica em peso na votação do PME de São Paulo.
A Igreja volta a debelar o erro! É
incrível como o clero se posicionou diante dessa ideologia alertando os
fiéis, falando sobre o tema! Mais de dez bispos no Brasil inteiro se
manifestaram contra a ideologia de gênero, e a partir daí, o trabalho
foi o de formar as pessoas.
Tanto a Arquidiocese de São Paulo quanto a
do Rio de Janeiro (entre algumas outras dioceses) têm-se mobilizado
para a promoção de seminários sobre a ideologia de gênero. Esses
seminários têm o propósito de formar pais, professores e catequistas
sobre o tema que ainda parece um pouco confuso para algumas pessoas. E
graças às dioceses e aos bispos que tão bem entenderam o perigo que
correm nossas famílias, as pessoas têm buscado aprender sobre o assunto.
Sem o apoio de nossos bispos, não teríamos conseguido nada disso.
Em cada votação que olharmos, veremos a
presença da Igreja. Acredito que Cuiabá, Brasília e São Paulo são as que
mais podemos notar isso, entretanto, basta ver o quanto os católicos
principalmente têm falado sobre o assunto. Os Bispos e os Padres me
lembraram Padre Antônio Vieira, nesses últimos meses: pregando a verdade
e denunciando o erro! É revigorante ver isso, de novo! Relembro aqui o
discurso de Dom José González Alonso, bispo diocesano de Cajazeiras, PB,
que de maneira firme, denunciou a ideologia na Câmara dos vereadores em
Cajazeiras.
Não me lembro já ter visto tantos
movimentos da Igreja juntos como nessas votações: IPCO, Novas
Comunidades, RCC, Carmelitas, Legionários, Verbo Encarnado, Aliança de
Misericórdia, Opus Dei, Administração Apostólica, Padres Diocesanos,
Apostolado da Oração. Foi, de fato, um novo sopro sobre a Igreja e as
pessoas puderam perceber que há uma luta gigantesca a ser lutada, e só
poderemos vencê-la se estivermos juntos!
Mas há algo que quero ressaltar: é
importante que saibamos que os vereadores e deputados muitas vezes não
saibam realmente do que se trata ou quais os perigos essas políticas
ideológicas trazem. Eles só poderão nos ajudar se formos até eles.
Muitas vezes, esses parlamentares só terão acesso à verdade através de
nós. E para isso é preciso que estudemos, que busquemos a verdade acima
de tudo. Que não tenhamos medo de perder o que temos em troca da
verdade! A verdade, meus irmãos, é a força que move o mundo! Que isso
não nos engrandeça, de modo algum, mas que aumente em nós a consciência
de nossa responsabilidade em propagar uma cultura da vida. E só se
instaura uma cultura da vida se exterminarmos, definitivamente, a
cultura da morte vigente.
quarta-feira, 26 de agosto de 2015
segunda-feira, 17 de agosto de 2015
Olavo de Carvalho e o que é Direito
Escrito por Olavo de Carvalho
| 15 Agosto 2015 (Mídia Sem Máscara)
Artigos - Cultura
Artigos - Cultura
Um
direito não é algo que exista em si, é apenas o efeito da obrigação.
Proclamar um direito sem definir o titular da obrigação correspondente é
cuspir bolhas de sabão, é fingimento histérico. Foi por isso que Deus
ditou a Moisés Dez Mandamentos, dez obrigações, não dez direitos.
Um “princípio”, em filosofia, é uma afirmativa autofundante e universalmente válida, que portanto não depende de nenhuma outra nem é limitada por quaisquer considerações externas.
Um
mecanismo bem conhecido da mente humana, no entanto, faz com que as
afirmativas mais débeis e incertas sejam tomadas como princípios
absolutos justamente porque os seus propugnadores não sabem
fundamentá-las nem são capazes de atinar com as conseqüências da sua
aplicação. Despida de toda conexão lógica e de toda ligação com a
realidade da experiência, a idéia solta paira no ar como uma divindade
indestrutível, tanto mais hipnoticamente persuasiva quanto mais idiota.
Todos
nós gostamos de viver numa democracia. No mínimo, acreditamos, como
Churchill, que ela é o pior dos regimes, excetuados todos os outros.
Quando vemos a facilidade com que ela se autodestrói, cedendo lugar a
toda sorte de tiranias, ficamos consternados e imaginamos que isso se
deve à concorrência desleal de concepções antagônicas. Mas essas
concepções não teriam o poder mágico de obscurecer as vantagens óbvias
de viver numa democracia se esta mesma não sofresse de alguma debilidade
intrínseca que a torna vulnerável mesmo aos ataques mais grosseiros e
imbecis.
A
debilidade principal da democracia reside, segundo entendo, no fato de
que, sendo uma excelente idéia prática e nada mais, ela buscou desde o
início escorar-se em fundamentos teóricos falsamente absolutos que a
colocam num estado permanente de autocontradição e têm de ser
diariamente negados, relativizados ou atenuados para que ela possa
continuar funcionando. A democracia vive de expedientes antidemocráticos
e sorrisos amarelos.
O
primeiro e o mais capenga desses fundamentos é a noção de que o ser
humano nasce investido de “direitos inalienáveis”. Um direito, como
demonstrou Simone Weil no seu majestoso livro L’Enracinement, não
é nada senão uma obrigação de alguém mais. Se digo que as crianças têm o
direito à alimentação, significa que alguém tem a obrigação de
alimentá-las. Um direito não é algo que exista em si, é apenas o efeito
da obrigação. Proclamar um direito sem definir o titular da obrigação
correspondente é cuspir bolhas de sabão, é fingimento histérico. Foi por
isso que Deus ditou a Moisés Dez Mandamentos, dez obrigações, não dez
direitos. Mas, quando o Rei Luís XVI disse que A Declaração dos Direitos
do Homem nada seria sem uma Declaração dos Deveres, cortaram-lhe a
cabeça. A democracia começou tomando uma conseqüência como princípio e
matando quem percebesse a inversão.
Isso
não quer dizer que os direitos fossem errados, na prática. O problema é
que nenhuma sociedade pode sobreviver sem impor obrigações. Como as
obrigações foram banidas da esfera dos princípios, a incumbência de
defini-las acabou cabendo à legislação comum, donde resultou a criação
desse monstrengo que é o poder legislativo permanente, uma corporação de
centenas de pessoas que passam o tempo todo criando obrigações e
proibições para todas as outras. Milhares, centenas de milhares de
obrigações e proibições. Leis em quantidade inabarcável por qualquer
cérebro humano. Era preciso ser muito sonso para não perceber que por
essa via o Estado logo se tornaria o
mediador onipresente de todas as relações humanas, estrangulando a
liberdade em nome da qual os direitos foram proclamados.
[Continua]
Publicado no Diário do Comércio.
sexta-feira, 14 de agosto de 2015
quinta-feira, 6 de agosto de 2015
quarta-feira, 22 de julho de 2015
Olavo de Carvalho e a urgência em se livrar do PT
Do site Mídia Sem Máscara:
Durante trinta anos de vigência da hegemonia intelectual da esquerda, todos os direitistas, sem exceção, ficaram encolhidos de medo, inermes e atônitos, incapazes da menor reação efetiva, no máximo resmungando um pouco em circuito fechado. Aí veio um sujeito e, sozinho, deu cabo dessa hegemonia. Então os ratos começaram a sair das suas tocas e, num surto de coragem tardia, puseram-se a roer o cadáver da falecida com ares de quem enfrentasse um inimigo vivo, e a rosnar impropérios contra o matador da desgraçada, dizendo que ele não tinha feito nada de mais, que era apenas um astrólogo embusteiro, um gnóstico alucinado, talvez até um comunista enrustido. Essa é a biografia mental da direita brasileira nas últimas décadas. Não espanta que essa gente, mesmo secundada por noventa e dois por cento da população, não consiga derrubar um governo caquético e moribundo.
*
Durante trinta anos esses bostinhas não conseguiram fazer NADA contra a hegemonia esquerdista. No máximo murmuravam pelos cantos e choramingavam no travesseiro. Depois que eu fui lá e matei o monstro, todo mundo virou herói. A velha ideologia direitista brasileira — udenista, tefepista, integralista, liberal, etc — era ABSOLUTAMENTE impotente para compreender a estratégia esquerdista posterior aos anos 60, quanto mais para combatê-la eficazmente. A maiior parte dos que AINDA falam em nome da direita nunca leu sequer uma página de Karl Marx, para não falar de Lênin, Stalin ou Mao. Pegam frases soltas nos meus artigos, transformam em chavões, repetem como papagaios e acham que estão fazendo alguma coisa.
*
Pregadores de “idéias conservadoras” ou “idéias liberais” nunca faltaram. Foram justamente esses que a esquerda isolou e esmagou, passando por cima deles como um trator. NUNCA fui um deles, muito menos o único ou o principal. Não disputo com eles nenhuma prioridade, já que a única prioridade que sempre tiveram foi a de se foder.
*
O que faço é TÃO DIFERENTE de tudo o que essa gente faz, que o simples fato de me compararem com ela, mesmo vantajosamente, é um insulto.
*
Não tenho dúvidas de que, se eu repetir na esfera política o que fiz no campo cultural, derrubando o governo comunolarápio, aí é que os ratos não vão me perdoar mesmo.
*
Não tive NENHUM concorrente nesse empreendimento. Comparações com polemistas pontuais são ofensivas. Tenho, isto sim, alguns bons continuadores, como o Rodrigo Gurgel e o Carlos Nadalim, entre outros. Infelizmente as vocações pedagógicas são raras.
*
Tudo o que fiz foi premeditadíssimo e calculadíssimo, um plano para quatro décadas.
(1) Quebrar a hegemonia, desmoralizando os gurus e teóricos.
(2) Preparar uma nova geração de intelectuais.
(3) Se houvesse tempo, acabar também com a fama dos políticos de esquerda. Estamos no meio da etapa 3. Mas o item 2 sempre foi o centro e o topo da coisa inteira. O 1 e o 3 eram apenas remoção de obstáculos.
*
Por que nem mesmo o Roberto Campos, o José Guilherme Merquior e o Paulo Francis, dizendo tanta coisa certa e com tanto brilho, conseguiram quebrar a hegemonia esquerdista, limitando-se a irritá-la?
Resposta: (1) Não acertaram o tom, isto é, não foram suficientemente desrespeitosos. (2) Atiravam em alvos de ocasião, sem um plano geral de ataque. (3) Falavam de erros menores, sem ir ao fundo da MALDADE esquerdista. Cumpriram sua vocação, que nunca foi a minha.
*
Merquior, Francis e Campos, homens de capacidade extraordinária, nunca chegaram sequer a imaginar a possibilidade de destruir a hegemonia esquerdista. Limitaram-se a criticá-la, reivindicando no máximo um lugarzinho para si mesmos. Influenciados pelo pensamento liberal clássico, acreditavam que o movimento comunista recuaria automaticamente diante do sucesso econômico do capitalismo. Para que iriam tentar matar um inimigo que já consideravam destinado a morrer por decurso de prazo? Apostavam nesse triunfalismo preguiçoso ao mesmo tempo que aceitavam as regras do jogo impostas pelo adversário no presente. É por isso que a esquerda diz ter saudade deles. O combate que lhe moviam a embelezava e deixava para o dia de são nunca o anúncio do seu falecimento.
*
Para acertar um golpe mortal na hegemonia intelectual esquerdista, o requisito PRIMEIRO era abdicar de toda pregação liberal-conservadora e concentrar-se no “trabalho do negativo”, como diria Hegel. Foi isso o que fiz.
*
Também não era possível nenhum ataque sério ao esquerdismo sem uma crítica em profundidade da Modernidade inteira, isto é, de tudo aquilo que Campos, Francis e Merquior amavam acima de tudo.
Era ainda preciso que essa crítica fosse puramente intelectual, sem cair em nos floreios apologéticos da velha direita católica.
Levei tudo isso em conta desde o começo.
*
O que derrubou a hegemonia cultural esquerdista no Brasil foram duas coisas: (1) O meu livro "O Imbecil Coletivo"; (2) A minha coluna no Globo. Isso e só isso. Tudo o mais não chegou sequer a arranhar a pele da desgraçada
*
Nunca tive ambições internacionais. Todo o meu plano tinha como alvo o Brasil e só o Brasil. Alguma ajudinha acidental que eu possa ter dado aos conservadores americanos é a micharia das micharias.
*
Limitar-se é concentrar-se. É a lição de Napoleão: todas as linhas de ataque devem convergir para um ponto só.
*
O horror do esquerdismo é MUITO MAIOR do que o conservador vulgar imagina.
*
O incesto, a zoofilia e a necrofilia estão no programa. É questão de tempo. Só um idiota pode acreditar que essas coisas têm algo a ver com “prazer” ou “libertinagem”.
*
O poder popular é SOBERANO. Acima dele não há autoridade, não há constituição, não há instituições: há apenas Deus. Quando os nossos queridos antipetistas vão entender uma obviedade tão patente e tão simples, que é a base mesma de todo regime democrático?
*
Proteger as instituições contra o povo em nome do qual foram criadas é DITADURA. TODA a nossa oposição está cometendo esse crime contra a democracia, a pretexto de defendê-la.
Livrar-nos dos comunolarápios é a ÚNICA prioridade. Retardar essa medida salvadora a pretexto de "preservar as instituições" é UM CRIME tão grande quanto mil Petrolões.
A idolatria das instituições está prolongando, sem a menor necessidade, a sobrevida do sistema comunolarápio e o estrangulamento do povo brasileiro. Instituições criam-se de novo. Os setenta mil brasileiros assassinados por ano não voltam nunca mais.
Cada dia de atraso na destruição do comunopetismo é um dia de avanço na destruição das almas das crianças brasileiras.
A mais linda das instituições não vale UMA alma de criança.
https://www.facebook.com/carvalho.olavo
www.olavodecarvalho.org
Escrito por Olavo de Carvalho
| 20 Julho 2015
Artigos - Cultura
Artigos - Cultura
Durante trinta anos de vigência da hegemonia intelectual da esquerda, todos os direitistas, sem exceção, ficaram encolhidos de medo, inermes e atônitos, incapazes da menor reação efetiva, no máximo resmungando um pouco em circuito fechado. Aí veio um sujeito e, sozinho, deu cabo dessa hegemonia. Então os ratos começaram a sair das suas tocas e, num surto de coragem tardia, puseram-se a roer o cadáver da falecida com ares de quem enfrentasse um inimigo vivo, e a rosnar impropérios contra o matador da desgraçada, dizendo que ele não tinha feito nada de mais, que era apenas um astrólogo embusteiro, um gnóstico alucinado, talvez até um comunista enrustido. Essa é a biografia mental da direita brasileira nas últimas décadas. Não espanta que essa gente, mesmo secundada por noventa e dois por cento da população, não consiga derrubar um governo caquético e moribundo.
*
Durante trinta anos esses bostinhas não conseguiram fazer NADA contra a hegemonia esquerdista. No máximo murmuravam pelos cantos e choramingavam no travesseiro. Depois que eu fui lá e matei o monstro, todo mundo virou herói. A velha ideologia direitista brasileira — udenista, tefepista, integralista, liberal, etc — era ABSOLUTAMENTE impotente para compreender a estratégia esquerdista posterior aos anos 60, quanto mais para combatê-la eficazmente. A maiior parte dos que AINDA falam em nome da direita nunca leu sequer uma página de Karl Marx, para não falar de Lênin, Stalin ou Mao. Pegam frases soltas nos meus artigos, transformam em chavões, repetem como papagaios e acham que estão fazendo alguma coisa.
*
Pregadores de “idéias conservadoras” ou “idéias liberais” nunca faltaram. Foram justamente esses que a esquerda isolou e esmagou, passando por cima deles como um trator. NUNCA fui um deles, muito menos o único ou o principal. Não disputo com eles nenhuma prioridade, já que a única prioridade que sempre tiveram foi a de se foder.
*
O que faço é TÃO DIFERENTE de tudo o que essa gente faz, que o simples fato de me compararem com ela, mesmo vantajosamente, é um insulto.
*
Não tenho dúvidas de que, se eu repetir na esfera política o que fiz no campo cultural, derrubando o governo comunolarápio, aí é que os ratos não vão me perdoar mesmo.
*
Não tive NENHUM concorrente nesse empreendimento. Comparações com polemistas pontuais são ofensivas. Tenho, isto sim, alguns bons continuadores, como o Rodrigo Gurgel e o Carlos Nadalim, entre outros. Infelizmente as vocações pedagógicas são raras.
*
Tudo o que fiz foi premeditadíssimo e calculadíssimo, um plano para quatro décadas.
(1) Quebrar a hegemonia, desmoralizando os gurus e teóricos.
(2) Preparar uma nova geração de intelectuais.
(3) Se houvesse tempo, acabar também com a fama dos políticos de esquerda. Estamos no meio da etapa 3. Mas o item 2 sempre foi o centro e o topo da coisa inteira. O 1 e o 3 eram apenas remoção de obstáculos.
*
Por que nem mesmo o Roberto Campos, o José Guilherme Merquior e o Paulo Francis, dizendo tanta coisa certa e com tanto brilho, conseguiram quebrar a hegemonia esquerdista, limitando-se a irritá-la?
Resposta: (1) Não acertaram o tom, isto é, não foram suficientemente desrespeitosos. (2) Atiravam em alvos de ocasião, sem um plano geral de ataque. (3) Falavam de erros menores, sem ir ao fundo da MALDADE esquerdista. Cumpriram sua vocação, que nunca foi a minha.
*
Merquior, Francis e Campos, homens de capacidade extraordinária, nunca chegaram sequer a imaginar a possibilidade de destruir a hegemonia esquerdista. Limitaram-se a criticá-la, reivindicando no máximo um lugarzinho para si mesmos. Influenciados pelo pensamento liberal clássico, acreditavam que o movimento comunista recuaria automaticamente diante do sucesso econômico do capitalismo. Para que iriam tentar matar um inimigo que já consideravam destinado a morrer por decurso de prazo? Apostavam nesse triunfalismo preguiçoso ao mesmo tempo que aceitavam as regras do jogo impostas pelo adversário no presente. É por isso que a esquerda diz ter saudade deles. O combate que lhe moviam a embelezava e deixava para o dia de são nunca o anúncio do seu falecimento.
*
Para acertar um golpe mortal na hegemonia intelectual esquerdista, o requisito PRIMEIRO era abdicar de toda pregação liberal-conservadora e concentrar-se no “trabalho do negativo”, como diria Hegel. Foi isso o que fiz.
*
Também não era possível nenhum ataque sério ao esquerdismo sem uma crítica em profundidade da Modernidade inteira, isto é, de tudo aquilo que Campos, Francis e Merquior amavam acima de tudo.
Era ainda preciso que essa crítica fosse puramente intelectual, sem cair em nos floreios apologéticos da velha direita católica.
Levei tudo isso em conta desde o começo.
*
O que derrubou a hegemonia cultural esquerdista no Brasil foram duas coisas: (1) O meu livro "O Imbecil Coletivo"; (2) A minha coluna no Globo. Isso e só isso. Tudo o mais não chegou sequer a arranhar a pele da desgraçada
*
Nunca tive ambições internacionais. Todo o meu plano tinha como alvo o Brasil e só o Brasil. Alguma ajudinha acidental que eu possa ter dado aos conservadores americanos é a micharia das micharias.
*
Limitar-se é concentrar-se. É a lição de Napoleão: todas as linhas de ataque devem convergir para um ponto só.
*
O horror do esquerdismo é MUITO MAIOR do que o conservador vulgar imagina.
*
O incesto, a zoofilia e a necrofilia estão no programa. É questão de tempo. Só um idiota pode acreditar que essas coisas têm algo a ver com “prazer” ou “libertinagem”.
*
O poder popular é SOBERANO. Acima dele não há autoridade, não há constituição, não há instituições: há apenas Deus. Quando os nossos queridos antipetistas vão entender uma obviedade tão patente e tão simples, que é a base mesma de todo regime democrático?
*
Proteger as instituições contra o povo em nome do qual foram criadas é DITADURA. TODA a nossa oposição está cometendo esse crime contra a democracia, a pretexto de defendê-la.
Livrar-nos dos comunolarápios é a ÚNICA prioridade. Retardar essa medida salvadora a pretexto de "preservar as instituições" é UM CRIME tão grande quanto mil Petrolões.
A idolatria das instituições está prolongando, sem a menor necessidade, a sobrevida do sistema comunolarápio e o estrangulamento do povo brasileiro. Instituições criam-se de novo. Os setenta mil brasileiros assassinados por ano não voltam nunca mais.
Cada dia de atraso na destruição do comunopetismo é um dia de avanço na destruição das almas das crianças brasileiras.
A mais linda das instituições não vale UMA alma de criança.
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